Ministro entendeu que há risco à ordem pública e destacou complexidade do processo, mesmo após questionamentos sobre demora no andamento do caso
A permanência na prisão de Ademar Farias Cardoso Neto, irmão da ex-sinhazinha do Boi Garantido Djidja Cardoso, foi mantida após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O pedido de liberdade havia sido analisado na terça-feira (5) e acabou rejeitado pelo relator.

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Ademar está preso há quase dois anos. A defesa alegou constrangimento ilegal, sustentando que o processo estaria há cerca de 153 dias sem movimentação relevante após a anulação de uma sentença anterior. Os advogados também defenderam que o réu poderia responder em liberdade, com aplicação de medidas cautelares alternativas, e apontaram excesso de prazo na tramitação.
O caso envolve uma investigação relacionada à morte de Djidja Cardoso e também a um processo que apura tráfico de drogas e associação para o tráfico, ligado à comercialização de cetamina (ketamina). Em dezembro de 2024, o juiz Celso de Paula Celso de Paula condenou Ademar e outros réus a penas de 10 anos, 11 meses e 8 dias de reclusão.
Na decisão mais recente, o STJ entendeu que não há requisitos para concessão de liberdade. O relator destacou que instâncias anteriores já haviam apontado elementos concretos que justificam a prisão preventiva, como a gravidade das condutas investigadas e a necessidade de garantia da ordem pública.
O tribunal também considerou a complexidade do processo, que envolve múltiplos réus e apurações distintas, o que contribui para o maior tempo de tramitação. Segundo a decisão, essas circunstâncias afastam a tese de excesso de prazo apresentada pela defesa.
Apesar de negar o pedido de soltura, o relator determinou que sejam enviadas informações atualizadas pelo juízo de primeira instância e pelo tribunal de origem, a fim de esclarecer o estágio atual do processo.

