Empresário, dono do Banco Master, está preso desde março sob suspeita de envolvimento em fraude bancária bilionária
A defesa do empresário Daniel Vorcaro protocolou, nesta terça-feira (5), uma proposta de acordo de delação premiada junto à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR). A iniciativa ocorre no contexto das investigações que apuram supostas irregularidades envolvendo o Banco Master.

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O material entregue pelos advogados será analisado pelas autoridades competentes, que devem verificar a consistência das informações e das provas apresentadas. Pela legislação brasileira, acordos de colaboração premiada exigem a apresentação de elementos concretos, como documentos, registros audiovisuais e outros indícios que sustentem os relatos do investigado.
Vorcaro está preso preventivamente desde o dia 4 de março, após desdobramentos da terceira fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal. A investigação apura um suposto esquema de fraudes na comercialização de carteiras de crédito ao Banco de Brasília (BRB), envolvendo movimentações financeiras de grande volume.
Outro investigado no caso é o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, detido desde abril. Ele é suspeito de receber propina milionária em troca de favorecimento ao Banco Master em negociações com a instituição pública. A defesa do ex-executivo também indicou interesse em firmar um acordo de colaboração premiada.
O caso segue em apuração sob responsabilidade da Polícia Federal, com acompanhamento do Supremo Tribunal Federal (STF). Eventuais acordos de delação podem contribuir para o avanço das investigações e identificação de novos envolvidos.

