Pesquisa Anual de Comércio do IBGE aponta que setor emprega mais de 114 mil pessoas e reúne mais de 14 mil empresas em atividade no estado
O comércio do Amazonas registrou uma receita bruta de R$ 84,4 bilhões, conforme dados da Pesquisa Anual de Comércio (PAC), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O desempenho foi alcançado por 14.355 empresas e 16.732 unidades locais em funcionamento no estado.

Foto: Divulgação
O levantamento também revelou que a margem de comercialização do setor atingiu R$ 19,6 bilhões, valor que representa a diferença entre a receita obtida com as vendas e o custo das mercadorias revendidas.
Além da movimentação financeira, o comércio segue como um dos principais geradores de empregos no Amazonas. Ao todo, 114.723 pessoas estavam ocupadas no segmento, enquanto a soma dos salários, retiradas e demais remunerações chegou a R$ 3,33 bilhões.
Com esses números, o Amazonas concentra 21% dos trabalhadores do comércio da Região Norte, ocupando a segunda colocação entre os estados da região em número de pessoas empregadas no setor.
No ranking de faturamento, o estado também aparece na segunda posição regional, respondendo por 18,8% da receita bruta de revenda do Norte. O Pará lidera a lista, com R$ 194,7 bilhões, seguido pelo Amazonas, enquanto Rondônia ocupa a terceira colocação, com R$ 83,3 bilhões.
Entre os segmentos, o comércio varejista apresentou o maior volume de receitas, totalizando R$ 42,8 bilhões. Na sequência aparecem o comércio atacadista, com R$ 31,1 bilhões, e o setor de veículos, motocicletas, peças e acessórios, que movimentou R$ 10,6 bilhões.
Em âmbito nacional, a pesquisa identificou 1,6 milhão de empresas comerciais, responsáveis por uma receita operacional líquida de R$ 7,7 trilhões e pela ocupação de 10,6 milhões de trabalhadores. Na Região Norte, a receita bruta de revenda alcançou R$ 449,9 bilhões.
O IBGE informou que esta edição da pesquisa integra uma nova série estatística, elaborada com metodologia atualizada. Entre as mudanças estão a utilização do eSocial como principal fonte de informações, em substituição à Relação Anual de Informações Sociais (Rais), além da ampliação da cobertura da pesquisa na Amazônia.
Em razão dessas alterações metodológicas, o instituto orienta que os resultados não sejam comparados diretamente com levantamentos de anos anteriores. A pesquisa considera apenas empresas ativas com CNPJ regular, excluindo microempreendedores individuais (MEIs), comércio ambulante, órgãos públicos, entidades sem fins lucrativos e oficinas de reparação de veículos.

