Relatório final aponta suposto esquema bilionário de descontos indevidos e deve ser votado até sábado
O relatório final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS (CPMI) foi apresentado nesta sexta-feira (27) e pede o indiciamento de mais de 200 pessoas por suspeitas de envolvimento em irregularidades no sistema previdenciário.

Foto: Divulgação
Entre os nomes citados está Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, além de ex-ministros, parlamentares, empresários e servidores públicos. O documento foi elaborado pelo deputado Alfredo Gaspar e reúne cerca de 4.400 páginas.
A investigação aponta a existência de um esquema bilionário de descontos indevidos em benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), envolvendo entidades associativas, falhas de fiscalização e possíveis conexões com o setor financeiro.
O relatório também menciona a participação de agentes ligados à Dataprev, além de empresários e operadores financeiros. As apurações tiveram como base investigações conduzidas pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União.
A leitura do documento foi marcada por tensão e troca de acusações entre parlamentares, levando à interrupção temporária da sessão. O clima acirrado reflete o impacto político do caso, que envolve figuras de diferentes correntes.
Apesar de recomendar indiciamentos, a CPMI não possui poder de condenação. O relatório será encaminhado ao Ministério Público, que decidirá sobre eventuais denúncias e abertura de processos.
A votação do relatório deve ocorrer até este sábado (28), prazo final para encerramento dos trabalhos da comissão, que atuou por cerca de seis meses na apuração das denúncias.

