Gabriel Silva afirmou que indústrias “não servem para nada”, criticou logística da região Norte e questionou produtividade do polo industrial amazonense
Um vídeo publicado pelo influenciador Gabriel Silva nesta segunda-feira (11) gerou forte repercussão nas redes sociais após novas críticas direcionadas à Zona Franca de Manaus (ZFM). Durante a gravação, o criador de conteúdo questionou a relevância do polo industrial amazonense, afirmando que as indústrias instaladas no estado “não servem para nada” e alegando que o modelo se resume apenas à montagem de produtos.

Foto: Divulgação
Além disso, Gabriel voltou a afirmar que seria mais vantajoso para o Brasil importar mercadorias diretamente da China, defendendo que essa alternativa seria superior à produção nacional. Ele também criticou a logística de transporte de produtos fabricados no Amazonas para outras regiões do país, dizendo que o sistema seria ineficiente e chegando a afirmar que carros e motocicletas enfrentam uma “logística falida” até chegarem aos principais mercados consumidores.
O influenciador também ironizou a localização das fábricas ao declarar que existem “indústrias tudo em cima de árvores”, além de afirmar que os produtos seriam mais caros por conta de estarem “no meio da floresta”, o que provocou forte reação negativa entre internautas.

Foto: Divulgação
As declarações geraram intenso debate sobre a importância estratégica da Zona Franca de Manaus para a economia brasileira. Criada em 1967, a ZFM é considerada um dos principais modelos de desenvolvimento regional do país, reunindo centenas de empresas nacionais e multinacionais dos setores de eletroeletrônicos, motocicletas, informática, bicicletas e concentrados de bebidas.
Especialistas destacam que, ao contrário das críticas, a Zona Franca movimenta bilhões de reais anualmente, gera milhares de empregos diretos e indiretos e fortalece a indústria nacional, reduzindo a dependência de importações e incentivando a produção interna.
Outro ponto frequentemente ressaltado é o papel ambiental do modelo econômico. A manutenção das atividades industriais em Manaus contribui para a preservação da floresta amazônica ao oferecer alternativas econômicas sustentáveis e ajudar a conter o avanço do desmatamento em áreas da região.

Foto: Divulgação
Apesar dos desafios logísticos devido à distância geográfica e à necessidade de integração por vias fluviais e aéreas, a Zona Franca segue sendo considerada fundamental para a soberania industrial brasileira e para a integração econômica da Região Norte ao restante do país.
Após a repercussão, internautas voltaram a defender o polo industrial e criticaram as declarações do influenciador, ressaltando a contribuição histórica da Zona Franca para o desenvolvimento econômico e social do Amazonas e do Brasil.

