Decisão atende pedido da defesa de médica investigada e estabelece prazo de 45 dias para conclusão do inquérito
O Ministério Público do Amazonas (MPAM) determinou que o delegado Marcelo Martins, titular do 24º Distrito Integrado de Polícia (DIP), se abstenha de conceder entrevistas ou divulgar informações parciais sobre o inquérito que investiga a morte de Benício Xavier.

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A decisão foi tomada nesta sexta-feira (27) após solicitação da defesa da médica Juliana Brasil Santos, representada pelo advogado Sérgio Figueiredo. Segundo os advogados, houve vazamento de informações sigilosas e exposição pública de dados ainda não confirmados por perícia técnica, o que poderia comprometer o andamento do processo.
O MPAM também estabeleceu um prazo de 45 dias para a conclusão das investigações e advertiu que o descumprimento da medida pode resultar no afastamento do delegado do caso.
Entre os pontos questionados pela defesa estão declarações do delegado sobre supostas adulterações em sistemas hospitalares, que, segundo os advogados, teriam sido feitas sem respaldo técnico oficial.

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Em desdobramentos recentes, o delegado havia afirmado que mensagens extraídas do celular da médica indicariam a aquisição de um vídeo adulterado, que teria sido utilizado em pedido de habeas corpus junto ao Tribunal de Justiça do Amazonas, com o objetivo de influenciar decisão judicial.
As investigações também apontam para a possível participação de terceiros na produção do material. De acordo com a polícia, o conteúdo buscava atribuir a uma falha no sistema hospitalar a administração incorreta de adrenalina, hipótese que já foi descartada por laudos periciais.
O caso apura a morte do menino, ocorrida após a aplicação do medicamento. A fase mais recente de depoimentos foi concluída nesta semana, incluindo a oitiva de familiares da investigada.

