Área de 300 metros permanece isolada no Distrito Industrial; 149 pessoas receberam atendimento médico após o incidente e equipes seguem monitorando a temperatura do tanque
Manaus – Uma força-tarefa formada por órgãos da Segurança Pública, Saúde, Meio Ambiente e Defesa Civil continua mobilizada no Distrito Industrial I, zona sul de Manaus, após o vazamento de monômero de estireno registrado na quarta-feira (15).

Edição: Portal Amazon News
Segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), o vazamento foi controlado ainda no primeiro dia da ocorrência. Desde então, as equipes mantêm o resfriamento contínuo da parte externa do tanque e realizam o monitoramento da temperatura interna com equipamentos a laser.
O trabalho tem como objetivo impedir o aumento da temperatura do produto e evitar uma possível explosão. Por medida de segurança, uma área de aproximadamente 300 metros ao redor da empresa permanece isolada.
Uma nova avaliação deverá ser realizada pelo Corpo de Bombeiros antes da liberação das atividades nas indústrias localizadas nas proximidades do local do incidente.
De acordo com os bombeiros, cerca de 80% do material que ainda é expelido durante o processo é composto por partículas de água, enquanto a concentração do produto químico é menor em comparação ao início da ocorrência.
A Defesa Civil informou que as medições realizadas nas empresas próximas ao local indicaram que a qualidade do ar permanece dentro dos parâmetros monitorados, sem alterações que apontem agravamento das condições nas áreas avaliadas.
O incidente também provocou uma grande procura por atendimento médico. Conforme dados divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM), 149 pessoas foram atendidas em unidades da rede estadual após o vazamento. Entre os principais sintomas apresentados estão falta de ar, náuseas, dor de cabeça, tontura e desmaio.
Do total de pacientes atendidos, 140 receberam alta após avaliação médica e oito permaneciam internados.
Um homem de 67 anos, morador do Centro de Manaus, morreu após procurar uma unidade de saúde relatando mal-estar. Segundo a SES-AM, não foi constatada relação direta entre o óbito e o vazamento de estireno. O paciente possuía histórico de doença respiratória crônica e já havia procurado atendimento anteriormente por dificuldades respiratórias.
O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) também acompanha as medidas adotadas pela empresa responsável e fiscaliza a execução do Plano de Ação de Emergência (PAE), com o objetivo de avaliar possíveis impactos ambientais.
Após a liberação da área pelo Corpo de Bombeiros, a Polícia Civil e a Polícia Científica deverão realizar perícia no local para apurar as circunstâncias e as causas do vazamento.

