Prefeitura de Manaus multa Innova em R$ 4,5 milhões após vazamento de gases no Distrito Industrial

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Penalidade foi aplicada pela emissão de monômero de estireno; equipes seguem investigando possíveis impactos ambientais e monitorando a saúde da população afetada

A Prefeitura de Manaus aplicou uma multa de R$ 4,5 milhões à petroquímica Innova em razão da emissão de monômero de estireno registrada na empresa, localizada no Distrito Industrial I, na zona sul da capital. A informação foi confirmada pelo secretário municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), François Matos, durante entrevista concedida nesta quinta-feira (16).

Edição: Portal Amazon News

Segundo o secretário, a penalidade foi aplicada após a atuação das equipes técnicas da Semmas, que acompanham o caso desde o início da ocorrência. Além da multa, a prefeitura mantém um comitê de crise para monitorar os impactos do incidente e prestar assistência à população.

François Matos informou que centenas de pessoas procuraram atendimento médico após o vazamento. Somente nesta quinta-feira, quatro casos considerados graves foram registrados, reforçando a necessidade de continuidade das ações de fiscalização e acompanhamento.

Equipes da Semmas, do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb) e da Vigilância Sanitária de Manaus (Visa Manaus) realizaram uma vistoria técnica na empresa e identificaram fissuras na estrutura da unidade, além de um vazamento na bacia de contenção.

As autoridades também investigam possíveis impactos ambientais. De acordo com o secretário, ainda não é possível confirmar a existência de contaminação do solo ou de cursos d’água próximos à empresa, mas análises laboratoriais estão sendo realizadas para identificar a extensão dos danos.

“É prematuro afirmar que houve contaminação do solo. Existe um igarapé próximo, e a drenagem pode ter levado agentes contaminantes, mas ainda não é possível fazer essa afirmação. Estamos realizando análises, coletando amostras e documentando toda a ocorrência”, afirmou François Matos.

O secretário acrescentou que a fissura na estrutura da empresa foi constatada pelas equipes técnicas e que o vazamento na bacia de contenção continua sendo avaliado. Segundo ele, novas medidas poderão ser adotadas conforme o avanço das investigações e os resultados dos laudos ambientais.

Enquanto isso, o comitê de crise instituído pela Prefeitura de Manaus segue atuando de forma integrada com órgãos municipais para reduzir os impactos do vazamento, monitorar a qualidade ambiental da região e garantir assistência às pessoas afetadas pela emissão do produto químico.

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