Segundo o The Telegraph, mulher que teria mantido relacionamento com Gianni Infantino recebeu transferência de seis dígitos e teve estudos financiados pela entidade europeia
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, é alvo de novos questionamentos relacionados ao período em que atuava como secretário-geral da Uefa. Segundo informações publicadas pelo jornal britânico The Telegraph, uma mulher apontada como sua suposta amante teria recebido uma transferência de seis dígitos e apoio financeiro para estudos por meio da entidade europeia de futebol.

Foto: Divulgação
A movimentação financeira teria ocorrido há cerca de uma década, quando Infantino ainda ocupava o cargo de secretário-geral da Uefa. O valor exato não foi divulgado, mas, conforme a publicação, documentos relacionados ao caso indicariam uma quantia de seis dígitos.
Uefa confirmou transferência
De acordo com o The Telegraph, a Uefa confirmou que realizou a transferência. A operação passou a ser questionada em relação à finalidade dos recursos e à possibilidade de o dinheiro ter sido utilizado para um objetivo diferente daquele inicialmente previsto.
Entre os pontos levantados pela reportagem está a suspeita de que os recursos possam ter beneficiado pessoalmente a mulher apontada como suposta amante de Infantino, em vez de serem destinados exclusivamente a atividades ou programas institucionais.
Além da transferência financeira, ela também teria recebido apoio da entidade para custear estudos.
Suposta amante trabalhava na Uefa
Segundo as informações divulgadas pelo jornal britânico, a mulher trabalhava na Uefa e teria sido promovida durante o período em que supostamente manteve um relacionamento com Infantino.
O dirigente suíço era casado na época. Ainda conforme a publicação, Infantino chegou a ser questionado sobre a suposta relação.
Posteriormente, a funcionária teria deixado a entidade. Também foram levantadas suspeitas de que Infantino teria utilizado sua influência para ajudá-la a conseguir uma nova oportunidade profissional após sua saída da Uefa.
Infantino comandava secretaria-geral
Infantino trabalhou na Uefa entre 2000 e 2016 e ocupou o cargo de secretário-geral da entidade antes de assumir a presidência da Fifa, em fevereiro de 2016.
As novas alegações aparecem em meio a discussões sobre a gestão do dirigente e sua permanência no comando da principal entidade do futebol mundial.
Infantino também tem enfrentado questionamentos relacionados a projetos comerciais envolvendo competições organizadas pela Fifa.
Alegações não representam condenação
As informações divulgadas pelo The Telegraph envolvem suspeitas e questionamentos sobre a destinação dos recursos. Até o momento, o conteúdo apresentado não representa uma condenação de Infantino por corrupção ou desvio de dinheiro.
Os detalhes sobre a finalidade da transferência, o financiamento dos estudos e as circunstâncias envolvendo a mulher citada permanecem no campo das alegações divulgadas pela imprensa.

