Operação determinada por Moraes foi motivada por divergências entre o arsenal registrado e o material entregue pela defesa
Brasília – A Polícia Federal realizou, na manhã desta quarta-feira (8), uma operação de busca e apreensão na residência onde o ex-presidente Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária, em Brasília. Segundo a corporação, nenhum material foi apreendido.

Foto: Divulgação
A diligência foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, após divergências identificadas entre as armas registradas em nome de Bolsonaro e o armamento entregue às autoridades.
A operação começou por volta das 7h e teve como objetivo localizar armas, munições e acessórios que ainda constariam vinculados ao ex-presidente.
Na segunda-feira (6), a defesa de Bolsonaro e o Exército Brasileiro entregaram parte do armamento registrado em seu nome, conforme determinação do STF. No entanto, Moraes apontou inconsistências na documentação apresentada, o que motivou a expedição do mandado de busca.
Entre os itens questionados estavam uma pistola Glock calibre 9 mm e uma espingarda calibre 12.
De acordo com a defesa, a espingarda foi comprada como presente, mas nunca chegou a ser retirada de uma loja no Rio Grande do Sul. Já a pistola estaria apreendida pela Polícia Civil desde que foi recolhida durante uma blitz.

