Washington afirma que ofensiva respondeu a ataques contra embarcações comerciais; tensão elevou o preço do petróleo e reacendeu temores de escalada no Oriente Médio
Washington (EUA) – As Forças Armadas dos Estados Unidos retomaram, nesta terça-feira (7), ataques contra alvos militares no Irã, apesar do acordo preliminar de cessar-fogo firmado entre os dois países no mês passado e das negociações diplomáticas em andamento.

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Segundo o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), a ofensiva foi realizada em resposta aos ataques contra três navios mercantes que navegavam pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo.
De acordo com autoridades norte-americanas, os bombardeios atingiram sistemas de defesa aérea, radares de vigilância costeira, mísseis terra-ar, mísseis antinavio e locais utilizados para o lançamento de drones. O governo dos Estados Unidos afirmou que os alvos eram exclusivamente instalações militares.
Veículos da imprensa iraniana relataram explosões nas cidades de Sirik, Qeshm e Bandar Abbas, no sul do país. Até o momento, o governo do Irã não divulgou informações sobre vítimas nem apresentou um balanço oficial dos danos provocados pelos ataques.
A nova escalada ocorre após embarcações comerciais registrarem ataques nas proximidades do Estreito de Ormuz. Segundo a Operação de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO), três navios foram atingidos por projéteis na região.
Fontes ouvidas pela agência Reuters informaram que um navio transportando gás natural liquefeito do Catar ficou sob risco de explosão, enquanto um petroleiro saudita sofreu danos. As autoridades norte-americanas afirmam que os indícios iniciais apontam para a participação do Irã nos ataques, embora Teerã ainda não tenha comentado oficialmente as acusações.
Antes da ofensiva militar, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos restabeleceu sanções sobre as exportações de petróleo iraniano ao revogar uma licença temporária que permitia a comercialização de petróleo e derivados até 21 de agosto. Com a medida, empresas autorizadas terão até 17 de julho para encerrar suas operações.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã condenou tanto a retomada das sanções quanto os ataques militares, alegando que as decisões violam os termos do memorando firmado entre os dois países em Islamabad para encerrar o conflito.
A intensificação das tensões teve reflexo imediato no mercado internacional. Após a divulgação da ofensiva, os contratos futuros do petróleo nos Estados Unidos registraram alta de cerca de 3%, impulsionados pelas preocupações com uma possível interrupção no fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz, responsável por uma parcela significativa do abastecimento energético global.

