Mistério e tragédia: jovem morre após sofrer queimaduras durante ritual em Goiás

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Caso inicialmente tenha sido tratado como acidente doméstico, mas investigação apontou que vítima participava de cerimônia em Anápolis; Polícia Civil realizou reprodução simulada dos fatos

A morte de um jovem de 19 anos em Anápolis, interior de Goiás, ganhou novos desdobramentos após as investigações revelarem que o caso, inicialmente apresentado à família como um acidente doméstico, ocorreu durante uma cerimônia religiosa realizada no bairro Gran Ville.

Foto: Divulgação

Maycon Henrique de Jesus Souza sofreu queimaduras graves no dia 29 de setembro de 2025 e foi encaminhado em estado crítico para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de Queimados do Hospital de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), em Goiânia.

Segundo familiares, a versão apresentada nos primeiros momentos indicava que o jovem havia se ferido ao tentar acender uma churrasqueira. No entanto, posteriormente, parentes descobriram que ele participava de um ritual religioso quando o incidente aconteceu.

De acordo com os relatos encaminhados às autoridades, as chamas teriam se espalhado rapidamente durante a cerimônia após uma ação envolvendo fogo realizada pelo responsável pelo local. A situação provocou uma explosão e resultou em queimaduras graves em Maycon. Uma mulher que também participava do encontro ficou ferida e precisou de atendimento médico.

Apesar dos esforços da equipe médica, o jovem não resistiu aos ferimentos e morreu no dia 15 de outubro de 2025, após mais de duas semanas de internação.

As investigações ganharam novos elementos após a divulgação de imagens gravadas semanas antes do incidente. O material mostra detalhes das atividades realizadas no imóvel e está sendo analisado pelas autoridades como parte do inquérito.

Na última sexta-feira (19), a Polícia Civil de Goiás realizou uma reprodução simulada dos fatos no local da ocorrência. A ação contou com a participação de investigadores, peritos e do delegado responsável pelo caso, Cleiton Lobo.

Segundo a polícia, a simulação busca confrontar os depoimentos coletados ao longo da investigação, esclarecer a dinâmica da propagação das chamas e reunir elementos técnicos que possam contribuir para a conclusão do inquérito.

O caso segue sob investigação, e a Polícia Civil trabalha para determinar as circunstâncias exatas do incidente e eventual responsabilização dos envolvidos.

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