Invasão ao sistema da Defesa Civil dispara alertas falsos para milhões de brasileiros

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Mensagens com conteúdos sobre “invasão alienígena” e “misantropia” foram enviadas após ataque ao sistema nacional de notificações; caso é investigado pela PF

Milhões de brasileiros receberam mensagens falsas em seus celulares após uma invasão ao sistema nacional de alertas da Defesa Civil entre a noite de sexta-feira (19) e a madrugada deste sábado (20). Os disparos atingiram usuários de telefonia móvel em pelo menos sete estados e no Distrito Federal.

Foto: Divulgação

Segundo informações apuradas pela Agência Brasil, moradores de Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Campo Grande (MS), Curitiba (PR), Rio Branco (AC), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e São Paulo (SP) receberam os alertas indevidos. Somadas, essas localidades concentram cerca de 30 milhões de habitantes. Além das capitais, municípios do interior de São Paulo, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul também foram afetados.

Durante entrevista coletiva realizada neste sábado, o secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff, informou que os invasores enviaram dez notificações falsas por meio do sistema.

“Foram nove mensagens emitidas pelo Cell Broadcast e uma pelo sistema SMS”, explicou o secretário.

As mensagens continham conteúdos incomuns e sem qualquer relação com alertas oficiais, mencionando termos como “misantropia” e “invasão alienígena”, o que gerou preocupação e surpresa entre os usuários.

O sistema Defesa Civil Alerta utiliza a tecnologia Cell Broadcast para enviar notificações de emergência relacionadas a desastres naturais e eventos climáticos extremos diretamente para celulares localizados em áreas de risco, sem necessidade de cadastro prévio ou instalação de aplicativos.

De acordo com Wolff, o primeiro alerta falso foi registrado em Curitiba. Em seguida, usuários de diversas cidades passaram a receber mensagens semelhantes.

A Polícia Federal e equipes técnicas da Defesa Civil investigam a origem da invasão para identificar se a ação foi realizada por um único indivíduo ou por um grupo organizado. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) também participa das apurações.

A principal suspeita é de que o ataque tenha ocorrido na plataforma utilizada pela Defesa Civil para emissão dos alertas. Em nota, a Anatel informou que, até o momento, os disparos não teriam passado pelos canais oficiais da infraestrutura técnica operada pela Associação Brasileira de Recursos em Telecomunicações (ABR Telecom).

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