Dono da Choquei, Raphael Sousa, segue em presídio de segurança máxima após ação da PF

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Influenciador Raphael Sousa é investigado em esquema de R$ 1,6 bilhão por lavagem de dinheiro e estelionato digital

O influenciador Raphael Sousa Oliveira, de 31 anos, criador da página Choquei, está preso em uma unidade de segurança máxima em Goiás após ser alvo de uma operação da Polícia Federal que investiga um suposto esquema de R$ 1,6 bilhão.

Foto: Divulgação

Raphael encontra-se custodiado no Núcleo Especial de Custódia do Complexo Prisional Policial Penal Daniella Cruvinel, onde segue rotina padrão dos detentos, com direito a quatro refeições diárias, banho de sol de duas horas e visitas mensais limitadas. A transferência ocorreu na última sexta-feira (17), após ele permanecer detido desde o dia 15 na sede da Polícia Federal, em Goiânia.

A prisão ocorreu no âmbito da Operação Narco Fluxo, deflagrada em nove estados. Segundo as investigações, há indícios da atuação de uma organização criminosa envolvida em lavagem de dinheiro e estelionato digital, com movimentações financeiras que podem chegar a R$ 1,6 bilhão.

De acordo com a Polícia Federal, Raphael teria atuado como operador de mídia do grupo, sendo responsável por estratégias de divulgação e recebimento de valores oriundos de outros investigados. A atuação estaria ligada à estrutura financeira do esquema.

As investigações também apontam que o principal beneficiário econômico seria o funkeiro MC Ryan SP, citado como figura central nas movimentações analisadas pelas autoridades.

Entre os elementos investigados estão transações financeiras atribuídas ao influenciador, incluindo o recebimento de R$ 370 mil por serviços de publicidade. Parte desse valor, cerca de R$ 270 mil, teria sido movimentada entre 2024 e 2025, enquanto outros R$ 100 mil possuem origem não identificada, o que levantou questionamentos durante a apuração.

A defesa de Raphael contesta a prisão e afirma que não há fundamentação adequada para a medida. O advogado Pedro Paulo Medeiros informou que entrou com pedido de habeas corpus no Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), solicitando a soltura imediata do influenciador. Segundo ele, as diligências já foram concluídas, o que afastaria a necessidade da prisão preventiva.

Apesar disso, a Justiça já negou um pedido de revogação da prisão, mantendo o influenciador sob custódia enquanto o caso segue em investigação. A equipe jurídica afirma que continuará recorrendo da decisão.

O caso também levanta discussões sobre o papel de influenciadores digitais em possíveis esquemas financeiros ilícitos, especialmente diante do alcance e impacto dessas plataformas na sociedade e no mercado publicitário.

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