Justiça revogou a prisão domiciliar concedida durante audiência de custódia e determinou que a suspeita cumpra prisão preventiva em regime fechado
Manaus – A investigada Merilane da Silva, de 21 anos, apontada pela Polícia Civil como integrante da organização criminosa alvo da operação que resultou na morte do investigador Luciano Carvalho de Sena, apresentou-se às autoridades nesta terça-feira (28), em Manaus. Após se entregar, ela foi encaminhada ao sistema prisional por determinação da Justiça do Amazonas.

Edição: Portal Amazon News
Merilane compareceu ao 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP), na zona Oeste da capital, para cumprir a decisão judicial. Após os procedimentos na unidade policial, ela foi levada ao Fórum e, posteriormente, transferida para uma unidade prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça.
A suspeita havia sido presa em flagrante durante a operação realizada pela Polícia Civil na última sexta-feira (24). Na audiência de custódia, recebeu o benefício da prisão domiciliar por estar grávida. No entanto, após reavaliação do caso, a Justiça revogou a medida e determinou o cumprimento da prisão preventiva em regime fechado.
De acordo com as investigações, Merilane é irmã de uma mulher também investigada por envolvimento na ação criminosa que culminou na morte do investigador Luciano Carvalho de Sena. Ela foi detida durante uma operação que localizou um imóvel utilizado como depósito de drogas em um condomínio na região da Ponta Negra, zona Oeste de Manaus.
Segundo o delegado-geral Bruno Fraga, o imóvel era utilizado pela organização criminosa para armazenar entorpecentes. As investigações seguem em andamento para identificar todos os envolvidos no grupo e cumprir novos mandados relacionados ao caso.
O assassinato do investigador Luciano Carvalho de Sena ocorreu durante o cumprimento de mandados judiciais no bairro Alvorada, também na zona Oeste da capital, e desencadeou uma série de operações da Polícia Civil contra integrantes da organização criminosa investigada.

