Ataques de 2001 deixaram 2.977 vítimas e atingiram as Torres Gêmeas, o Pentágono e uma área da Pensilvânia; amazonenses estavam nos Estados Unidos no dia da tragédia
Nesta sexta-feira (11), completam-se 25 anos dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos. Os ataques deixaram 2.977 vítimas fatais e marcaram a história mundial. Entre os brasileiros que vivenciaram aquele dia estavam amazonenses que se encontravam em diferentes regiões do país.

Edição: Portal Amazon News
Em Nova York, os dois aviões sequestrados atingiram as Torres Gêmeas do World Trade Center em um intervalo de aproximadamente 17 minutos. O primeiro avião atingiu a Torre Norte às 8h46, enquanto a segunda aeronave colidiu contra a Torre Sul às 9h03.
Outros dois aviões também foram sequestrados. Um deles atingiu o Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, na Virgínia. O quarto caiu próximo a Shanksville, na Pensilvânia, após passageiros e tripulantes reagirem aos sequestradores.
Os atentados foram executados pela organização terrorista al-Qaeda.
Amazonenses relembraram experiências
Em 2011, quando os ataques completaram dez anos, três amazonenses relataram as experiências que tiveram nos Estados Unidos durante os atentados.
O colunista amazonense Alex Deneriaz estava em um voo da American Airlines entre Miami e Nova York quando os ataques ocorreram.
“Eu estava em um voo da American Airlines no trajeto entre Miami e Nova York quando houve os atentados”, relatou.
Segundo Deneriaz, pouco antes do pouso, ele ouviu gritos vindos da área destinada aos comissários de bordo e acredita que, naquele momento, a tripulação recebeu informações sobre os ataques.
Após desembarcar em um aeroporto na Carolina do Norte, ele tomou conhecimento da dimensão do que havia ocorrido e soube que aviões da American Airlines estavam entre as aeronaves sequestradas.
Deneriaz também relatou que passageiros que viviam em Nova York tentavam entrar em contato com familiares. Ele permaneceu cerca de dez dias na Carolina do Norte antes de conseguir retornar ao Brasil.
Bailarino estava em turnê
O bailarino amazonense Marcelo Mourão Gomes estava em Kansas City quando recebeu as primeiras informações sobre os atentados. Na época, ele integrava o American Ballet Theatre e participava de uma turnê pelos Estados Unidos.
Marcelo contou que acompanhou pela televisão as imagens dos ataques durante o café da manhã. Segundo ele, integrantes da equipe que eram de Nova York ficaram apreensivos diante das notícias.
Dois membros da companhia, conforme o relato do bailarino, perderam pessoas próximas que estavam nos prédios atingidos.
A companhia tinha uma apresentação programada para aquele dia e decidiu manter o espetáculo, apesar de outros grupos terem cancelado suas atividades após os atentados.
Amazonense presenciou ataque em Nova York
O consultor de empresas Benjamim Fiúza estava em Nova York durante os ataques. Em sua primeira visita à cidade, ele relatou ter ouvido um forte estrondo enquanto estava no hotel e, posteriormente, ter observado a movimentação de pessoas nas ruas.
Fiúza afirmou que chegou a presenciar o momento em que o segundo avião atingiu a Torre Sul do World Trade Center.
Segundo o consultor, a reação inicial de muitas pessoas foi deixar os edifícios por temor de novos ataques. Um dia antes, ele havia estado a trabalho no próprio World Trade Center, acompanhado de outros integrantes de uma consultoria.
Os relatos dos três amazonenses foram publicados originalmente em 2011, dez anos após os atentados. Em 2026, o 11 de Setembro completa um quarto de século desde os ataques que atingiram os Estados Unidos.

