Câmeras registraram a ação dos assaltantes no bairro São José; polícia investiga participação de pelo menos quatro pessoas no caso
A morte do empresário Evilásio Alves da Silva, de 60 anos, durante um assalto à sua panificadora, no bairro São José, zona Leste de Manaus, segue mobilizando as forças de segurança. O crime ocorreu na noite de terça-feira (2) e foi registrado por câmeras de monitoramento do estabelecimento.

Edição: Amazon News
As imagens mostram o momento em que criminosos invadem o comércio e abordam o empresário. Durante a ação, Evilásio teria reagido ao assalto e acabou sendo atingido por um tiro na cabeça. Ele morreu ainda no local.
Após o crime, os assaltantes fugiram por um beco próximo à panificadora. Testemunhas relataram que um dos criminosos aparentava estar ferido durante a fuga. A suspeita ganhou força quando marcas de sangue foram encontradas no trajeto percorrido pelos suspeitos.
Poucas horas após o latrocínio, equipes da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) prenderam um homem conhecido como “Turco”, apontado como suspeito de dar apoio à quadrilha. Segundo a investigação, uma motocicleta atribuída a ele foi encontrada com vestígios de sangue que podem pertencer a um dos assaltantes feridos.
Segundo a polícia, o assaltante ferido entrou na casa do suspeito após o crime, onde teria se limpado e removido vestígios de sangue antes de ser auxiliado na fuga em uma motocicleta.
Ao ser detido, “Turco” negou qualquer participação no caso. Em sua versão, os criminosos apenas encostaram na motocicleta durante a fuga, o que teria provocado o contato do sangue com o veículo.
A versão, porém, é contestada pela polícia. Conforme relato de agentes que participaram da ocorrência, há indícios de que o suspeito prestou apoio logístico aos autores do crime após a execução do empresário.
A prisão provocou revolta entre moradores do bairro São José. Durante a condução do suspeito, populares acompanharam a movimentação policial e cobraram justiça pela morte de Evilásio, conhecido na comunidade por atuar há mais de 30 anos como comerciante na região.
As investigações apontam que pelo menos outras três pessoas envolvidas no crime continuam foragidas. A Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) trabalha na análise das imagens de segurança, nos depoimentos de testemunhas e nos vestígios coletados para identificar todos os participantes da ação criminosa.
Além da busca pelos suspeitos, a polícia aguarda o resultado das perícias realizadas no sangue encontrado na motocicleta e no trajeto da fuga, elementos considerados fundamentais para esclarecer a participação de cada investigado e avançar na elucidação do caso.

