Novo chefe do Executivo defende continuidade administrativa e estabilidade institucional após mudança no comando estadual
Após assumir o comando do Executivo estadual, Roberto Cidade deu início, nesta segunda-feira (6), ao processo de transição do governo ao reunir secretários na sede do Governo, na zona oeste de Manaus.

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Durante o encontro, o novo gestor destacou a necessidade de manter a governabilidade e preservar a estabilidade institucional do Estado. Segundo ele, a condução da gestão terá como foco o equilíbrio administrativo e a continuidade das ações em andamento.
A reunião contou com a presença do ex-governador Wilson Lima, do ex-vice-governador Tadeu de Souza e do presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), Adjuto Afonso.
“Fiz questão de reunir todo o secretariado e também de convidar Wilson Lima e Tadeu de Souza para uma conversa equilibrada, com o objetivo de manter a estabilidade institucional”, afirmou Roberto Cidade.
O ex-governador Wilson Lima declarou que sua saída do cargo não foi motivada apenas por decisão pessoal. Segundo ele, o processo envolveu fatores relacionados à articulação política e às relações institucionais, além de decisões do então vice-governador.
Durante a coletiva, Wilson também comentou críticas públicas sobre sua saída, citando declarações de Ariel Almeida, filha do prefeito de Manaus, David Almeida. Ele afirmou não atuar com “narrativas” e classificou como “baixo” o nível do debate político.
Roberto Cidade também sinalizou que deve manter o atual secretariado, reforçando a linha de continuidade administrativa. “A decisão é de continuidade. Vamos trabalhar nas pautas importantes para o nosso estado”, disse.
Ainda nesta segunda-feira, um grupo de professores realizou manifestação contra mudanças no plano de saúde dos servidores. Questionado, o governador afirmou que tratará o tema com prioridade e buscará soluções imediatas.
A mudança no comando do Governo do Estado do Amazonas ocorreu dentro do prazo da janela partidária e abre uma nova fase nas articulações políticas no Estado. A expectativa recai sobre os próximos passos da gestão, tanto na formação de base política quanto na condução administrativa.

