Irã faz alerta à ONU contra envio de força internacional ao Estreito de Ormuz

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Conselho de Segurança discute uso da força enquanto potências divergem sobre medida

O Irã alertou a Organização das Nações Unidas contra qualquer ação considerada “provocadora” para desbloquear o Estreito de Ormuz, em meio à intensificação do conflito na região.

Foto: Divulgação

Nesta sexta-feira (3), 35º dia de confrontos no Oriente Médio, os Estados Unidos e Israel continuam realizando bombardeios contra território iraniano, atingindo especialmente infraestruturas civis. Apesar disso, não há sinais de enfraquecimento na resposta de Teerã.

O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que qualquer tentativa de uso da força para liberar a passagem marítima pode agravar ainda mais a crise. Segundo ele, medidas desse tipo “só tornarão a situação mais complicada”.

No Conselho de Segurança da ONU, um projeto de resolução apresentado pelo Bahrein propõe autorizar Estados ou coalizões a utilizarem meios defensivos para garantir a navegação no estreito. A votação, inicialmente prevista para sexta-feira, foi adiada para sábado devido ao feriado da Semana Santa.

A proposta, no entanto, divide os membros do conselho. Rússia e China, que possuem poder de veto, demonstraram fortes objeções ao texto.

Enquanto isso, países do Golfo, reunidos no Conselho de Cooperação do Golfo, pedem que a ONU autorize medidas mais duras. O secretário-geral do grupo, Jassem Al-Budaiwi, defendeu que o conselho adote ações para garantir a segurança da navegação internacional.

O Estreito de Ormuz, considerado uma das rotas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo, está praticamente bloqueado pelo Irã desde o início dos ataques, em resposta à ofensiva americano-israelense iniciada em fevereiro. Cerca de 20% das exportações globais de petróleo passam pela região.

Diante do impacto econômico global, cerca de 40 países, incluindo o Reino Unido, pediram a reabertura imediata da passagem. A ministra britânica Yvette Cooper afirmou que o bloqueio coloca a economia mundial em risco e indicou a possibilidade de sanções contra Teerã.

Sob pressão do presidente Donald Trump, os países discutem alternativas para garantir a circulação marítima. Trump declarou que só considerará um cessar-fogo quando o estreito estiver totalmente liberado.

Enquanto isso, a Guarda Revolucionária Iraniana afirmou que a passagem continuará fechada para “inimigos” do país. Representantes de países como Itália, Países Baixos e Emirados Árabes Unidos defendem a criação urgente de um corredor humanitário para evitar impactos mais graves, especialmente em regiões vulneráveis como a África.

A crise no Estreito de Ormuz segue como um dos principais pontos de tensão global, com reflexos diretos nos preços do petróleo e na estabilidade econômica internacional.

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