Sophia Barclay, que se apresenta como “trans de direita”, também protagonizou episódios envolvendo Flávio Bolsonaro e Neymar após declarações feitas em entrevistas e podcast
São Paulo – Sophia Barclay (PL), que anunciou a intenção de disputar uma vaga de deputada federal por São Paulo e se apresenta nas redes sociais como “trans de direita”, aparece como beneficiária de programas sociais do governo federal, apesar de publicar críticas ao Bolsa Família e ao Gás do Povo.

Edição: Portal Amazon News
Segundo dados citados do Portal da Transparência, Barclay recebe o Bolsa Família desde 2018 e possui cadastro ativo no Gás do Povo desde março deste ano, com vigência prevista até outubro.
A candidata afirma que precisou recorrer à assistência social depois de ser expulsa de casa aos 16 anos e declara não ter vergonha de ter necessitado dos programas.
Barclay anunciou sua filiação ao PL publicando uma fotografia ao lado do presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto. “Assinada, confirmada e com compromisso firmado”, escreveu na publicação.
Declaração sobre Flávio Bolsonaro gerou boletim de ocorrência
Apesar de manifestar apoio a Flávio Bolsonaro, Barclay já esteve envolvida em uma disputa com o senador por declarações feitas publicamente.
Em 2023, durante participação em um podcast, ela afirmou que esteve em uma festa organizada por Neymar e alegou que Flávio Bolsonaro teria mantido relação sexual com uma amiga dela, que também seria uma mulher trans.
O senador negou a afirmação e registrou um boletim de ocorrência por difamação contra Barclay.
Após o registro, ela reagiu nas redes sociais e criticou a atitude de Flávio. “Não era ele que defendia a tal liberdade de expressão? Como a gente vê a hipocrisia das pessoas”, declarou em vídeo publicado nos stories do Instagram.
Neymar também acionou a Justiça
No mesmo ano, Neymar apresentou uma queixa-crime por difamação depois que Barclay afirmou, em entrevistas, que teria mantido relações sexuais com o jogador e com o surfista Pedro Scooby durante uma festa.
A ação apresentada pelo jogador pedia indenização mínima de R$ 100 mil.
Barclay afirmou que o episódio teria ocorrido em 2021 e declarou que Neymar teria sugerido a assinatura de um acordo de confidencialidade após o encontro.
“A gente estava numa festa particular e acabamos ficando, tendo relação e nada de mais. Ele quis que eu assinasse uma papelada”, afirmou em entrevista.
Com a repercussão das declarações, Barclay sustentou que não teria sido responsável por divulgar inicialmente a informação e que apenas confirmou algo que, segundo ela, já circulava na internet.
“Não expus nada, não veio de mim a informação, a internet já estava sabendo. Apenas dei uma entrevista e confirmei o fato”, declarou.
As alegações envolvendo Flávio Bolsonaro e Neymar foram feitas por Barclay e foram contestadas pelos envolvidos.

