Surto de vírus respiratório no Amazonas aumenta risco de bronquiolite em crianças pequenas

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Estado registrou 413 casos de Vírus Sincicial Respiratório em 2026, sendo 275 em crianças menores de um ano. Especialistas orientam pais a reconhecer sinais de gravidade e reforçam medidas de prevenção

O aumento da circulação de vírus respiratórios no Amazonas tem elevado os casos de bronquiolite, uma das principais causas de atendimento de urgência e de internações entre bebês durante o período de maior transmissão viral no estado.

Edição: Portal Amazon News

Dados da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) apontam que, entre janeiro e 22 de junho deste ano, foram registrados 413 casos de Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal agente causador da bronquiolite.

Do total de ocorrências, 275 foram confirmadas em crianças com menos de um ano de idade, faixa considerada a mais vulnerável às complicações da doença. Fevereiro concentrou o maior número de notificações.

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Primeiros sintomas

De acordo com o pediatra e professor da Afya Faculdade de Ciências Médicas de Manacapuru, Luiz Felipe Sordi, a bronquiolite costuma iniciar com sintomas semelhantes aos de um resfriado comum.

Os primeiros sinais incluem:

  • Coriza;
  • Nariz entupido;
  • Tosse;
  • Febre baixa;
  • Irritabilidade;
  • Redução do apetite.

Com a evolução da infecção, o vírus pode atingir os bronquíolos, causando comprometimento respiratório.

Sinais de alerta

O especialista orienta que os pais procurem atendimento médico imediatamente caso o bebê apresente sinais de agravamento.

Os principais sintomas de alerta são:

  • Respiração acelerada;
  • Chiado no peito;
  • Esforço para respirar;
  • Cansaço para mamar ou se alimentar;
  • Recusa de líquidos;
  • Sonolência excessiva.

Segundo o médico, bebês com menos de seis meses, prematuros e crianças com doenças pulmonares crônicas ou imunidade comprometida apresentam maior risco de desenvolver formas graves da bronquiolite, podendo necessitar de internação.

“O mais importante é observar qualquer alteração importante na respiração da criança. Quando ela demonstra dificuldade para se alimentar, apresenta muito cansaço ou sonolência excessiva, é fundamental procurar um serviço de urgência”, orienta Luiz Felipe Sordi.

Quem corre mais risco?

Embora possa afetar crianças de até dois anos, a bronquiolite costuma ser mais grave nos primeiros meses de vida.

Os grupos mais vulneráveis são:

  • Bebês com menos de seis meses;
  • Prematuros;
  • Crianças com doenças pulmonares crônicas;
  • Pacientes com doenças que comprometem o sistema imunológico.

Na maioria dos casos, a recuperação ocorre entre uma e duas semanas. No entanto, alguns pacientes podem evoluir para insuficiência respiratória e precisar de suporte hospitalar.

Como prevenir

Especialistas reforçam que a prevenção depende principalmente da redução da exposição ao vírus e da adoção de medidas de higiene.

As principais recomendações são:

  • Lavar as mãos frequentemente;
  • Evitar contato com pessoas gripadas;
  • Reduzir a permanência em ambientes fechados e com aglomerações;
  • Higienizar brinquedos e objetos das crianças;
  • Manter a vacinação em dia.

O pediatra também destaca a importância da imunização de gestantes contra o VSR, estratégia que ajuda a proteger os bebês nos primeiros meses de vida.

Vitaminas e chás funcionam?

Segundo o especialista, não há comprovação científica de que vitaminas, chás ou alimentos específicos sejam capazes de prevenir a infecção pelo Vírus Sincicial Respiratório.

A melhor forma de fortalecer o sistema imunológico infantil continua sendo a adoção de hábitos saudáveis, como:

  • Aleitamento materno;
  • Alimentação equilibrada;
  • Sono adequado;
  • Atividade física para crianças maiores;
  • Calendário vacinal atualizado.

Com o aumento da circulação de vírus respiratórios no Amazonas, hospitais e unidades de saúde têm registrado maior procura por atendimentos de crianças com síndromes respiratórias. A orientação dos especialistas é que, diante de qualquer dificuldade para respirar ou piora do estado geral do bebê, os pais procurem assistência médica imediatamente.

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