Sindicato realizou paralisação em frente ao Hospital João Lúcio e pede pagamento imediato dos salários, fiscalização dos contratos terceirizados e investigação das denúncias
O Sindicato dos Trabalhadores em Serviços de Saúde Privada, em Estabelecimentos Públicos e Privados do Estado do Amazonas (Sindpriv-AM) denunciou, nesta terça-feira (14), uma série de irregularidades envolvendo trabalhadores terceirizados da saúde e realizou uma paralisação em frente ao Hospital e Pronto-Socorro Dr. João Lúcio Pereira Machado, localizado na avenida Cosme Ferreira, bairro Coroado, zona Leste de Manaus.

Edição: Portal Amazon News
Durante a mobilização, a presidente do Sindpriv-AM, a enfermeira Graciete Mouzinho, denunciou que centenas de trabalhadores enfrentam atrasos salariais, assédio moral, sobrecarga de trabalho e ameaças por parte da empresa terceirizada responsável pelos contratos.
Segundo Graciete, muitos profissionais estão há cerca de dois meses sem receber salários, situação que tem provocado graves dificuldades financeiras.
Ver essa foto no Instagram
“Os trabalhadores estão há dois meses sem receber, o que tem causado dificuldades como atraso no aluguel, corte de água e energia, falta de gás e de alimentos. Os funcionários da higienização foram ameaçados de demissão por justa causa após aderirem à paralisação”, afirmou a presidente do sindicato, classificando a prática como ilegal e antissindical.
Ainda de acordo com o Sindpriv-AM, trabalhadores também denunciaram que vêm sofrendo ameaças por reivindicarem seus direitos e cobrarem o pagamento dos salários atrasados. O sindicato afirma que não aceitará qualquer tipo de retaliação contra os profissionais que participaram da mobilização.
“As empresas assumem contratos sem condições de honrar a folha de pagamento e acabam humilhando os trabalhadores. O sindicato não aceitará retaliações contra os funcionários que participaram da paralisação. Se houver demissões ou qualquer tipo de perseguição, nosso jurídico vai tomar as providências cabíveis”, declarou Graciete.
Durante o ato, a presidente do Sindpriv-AM fez um apelo ao Governo do Amazonas, ao governador Roberto Cidade e ao secretário de Estado de Saúde para que adotem medidas urgentes junto à empresa terceirizada responsável pelos pagamentos, garantindo a regularização dos salários e melhores condições de trabalho para os profissionais da saúde.
Ela também pediu que os órgãos competentes intensifiquem a fiscalização dos contratos terceirizados e investiguem as denúncias apresentadas pelos trabalhadores. O sindicato solicita a atuação do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), do Ministério Público Federal (MPF), do Ministério Público do Trabalho (MPT) e dos órgãos de fiscalização trabalhista para apurar possíveis irregularidades, casos de assédio moral, sobrecarga de trabalho e o descumprimento das obrigações trabalhistas.
Para Graciete Mouzinho, os problemas se repetem sempre que novas empresas assumem contratos na rede pública de saúde, contribuindo para a precarização das relações de trabalho e afetando diretamente os profissionais que atuam nas unidades hospitalares.
Ao final da manifestação, o Sindpriv-AM voltou a cobrar providências imediatas do Governo do Amazonas e da Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), pedindo que sejam fiscalizados os contratos terceirizados, regularizados os pagamentos dos trabalhadores e garantidas condições dignas de trabalho para os profissionais da saúde.
O Portal Amazon News solicitou posicionamento do Governo do Amazonas, da Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) e da empresa citada sobre as denúncias apresentadas pelo sindicato. Até a publicação desta reportagem, não houve resposta. O espaço permanece aberto para manifestação das partes.

