Deputada do PSOL foi reeleita por São Paulo com 1,59 milhão de votos e superou marca alcançada por Joice Hasselmann em 2018
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) alcançou uma marca histórica nas eleições deste domingo (4) ao se tornar a mulher mais votada da história em disputas para a Câmara dos Deputados. Mulher trans, a parlamentar foi reeleita por São Paulo com 1.596.472 votos, equivalentes a 6,73% dos votos válidos para o cargo no estado.

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O resultado superou o recorde feminino, que pertencia a Joice Hasselmann, eleita deputada federal por São Paulo em 2018 com 1.078.666 votos. A diferença entre as duas votações ultrapassa 500 mil votos.
Na disputa pelas 70 cadeiras destinadas a São Paulo na Câmara dos Deputados, Erika terminou na segunda colocação geral. O primeiro colocado foi Lucas Pavanato (PL), com 3.038.438 votos.
Primeira deputada federal trans do Brasil
Erika Hilton também possui outro marco em sua trajetória política. Em 2022, ao conquistar pela primeira vez uma cadeira na Câmara dos Deputados, tornou-se uma das primeiras mulheres trans eleitas deputadas federais no país.
Na eleição daquele ano, Erika recebeu 256.903 votos. Quatro anos depois, alcançou 1.596.472 votos, ampliando de forma expressiva sua votação.
Trajetória política
Natural de Franco da Rocha, em São Paulo, Erika Hilton tem 33 anos e iniciou sua trajetória em cargos eletivos na Câmara Municipal de São Paulo.
Em 2020, foi eleita vereadora da capital paulista com 50.508 votos. Dois anos depois, deixou o Legislativo municipal após conquistar uma cadeira na Câmara dos Deputados.
Durante sua atuação parlamentar, Erika passou a defender, entre outras pautas, mudanças na jornada de trabalho e o fim da escala 6×1.
Com o resultado das eleições de 2026, a parlamentar foi reeleita para mais quatro anos na Câmara dos Deputados e estabeleceu um novo recorde de votação entre mulheres que já disputaram uma vaga de deputada federal no Brasil.
