Manaus registra uma das piores qualidades do ar do mundo nesta sexta-feira (9)

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Capital amazonense atingiu índice de 172 pontos na escala internacional de qualidade do ar, considerado insalubre; fumaça, calor de 34°C e baixa umidade agravam as condições ambientais

Manaus (AM) – Manaus registrou uma das piores condições de qualidade do ar do Brasil nesta sexta-feira (9), em meio à intensa fumaça que encobre a capital amazonense. Dados de plataformas de monitoramento atmosférico apontaram que, por volta das 9h, o Índice de Qualidade do Ar (AQI) chegou a 172 pontos na escala norte-americana (US AQI), classificação considerada insalubre para a população.

Edição: Portal Amazon News

O levantamento também identificou concentração de 85,8 microgramas por metro cúbico (µg/m³) de partículas finas inaláveis (PM2,5), poluentes que podem penetrar profundamente nos pulmões e provocar complicações respiratórias e cardiovasculares.

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Além da poluição atmosférica, a cidade enfrentou temperaturas elevadas. No mesmo horário, os termômetros marcavam 34°C, com umidade relativa do ar de 29% e ventos de aproximadamente 12 km/h. As condições ocorreram em meio ao alerta de onda de calor na Região Norte.

Manaus lidera ranking nacional de poluição do ar

De acordo com os dados apresentados por plataformas internacionais de monitoramento, Manaus ocupou a primeira posição entre as cidades brasileiras com pior qualidade do ar no levantamento em tempo real desta sexta-feira.

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Com 172 pontos no índice US AQI, a capital amazonense apresentou resultado superior ao de outras cidades monitoradas no mesmo período.

Campinas, no interior de São Paulo, apareceu na segunda posição, com 72 pontos. Em seguida, foram registradas São Paulo, com 69 pontos, e Rio Branco, no Acre, com 67 pontos.

Enquanto Manaus apresentava condições consideradas insalubres, as demais cidades citadas registravam índices classificados como moderados.

No cenário internacional, países como Jordânia, Paquistão, Índia e China também apresentaram concentrações elevadas de poluentes. Na Jordânia, por exemplo, o índice se aproximou de 298 pontos em áreas monitoradas.

Os indicadores variam constantemente conforme as condições meteorológicas e as concentrações de poluentes, podendo alterar a posição das cidades nos rankings ao longo do dia.

Bairros de Manaus registram níveis críticos de partículas finas

O Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (SELVA), desenvolvido pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), também identificou concentrações elevadas de poluentes em diferentes regiões de Manaus e municípios próximos.

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Na Zona Sul, as áreas do Morro da Liberdade e Educandos registraram concentração de 320,2 µg/m³ de partículas PM2,5, resultado enquadrado na categoria “Péssima” pelo sistema de monitoramento.

Nas regiões da Cachoeirinha, Aparecida e Parque 10 de Novembro, os valores oscilaram entre 188,4 e 285 µg/m³, indicando condições críticas de qualidade do ar.

A situação também atingiu o interior do Amazonas. Em Itacoatiara, município da Região Metropolitana de Manaus, os registros se aproximaram de 500 µg/m³ durante a madrugada, em meio à ocorrência de um incêndio florestal na região do Lago do Canaçari.

Queimadas contribuem para agravamento da poluição

A fumaça que atinge Manaus está associada à ocorrência de queimadas e incêndios florestais no Amazonas, que liberam grandes quantidades de partículas e gases na atmosfera.

Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apresentados no levantamento, o Amazonas contabilizou 4.370 focos de calor entre 1º de setembro e 6 de outubro.

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A combinação entre fumaça, temperaturas elevadas e baixa umidade relativa do ar contribui para o agravamento das condições ambientais, principalmente entre pessoas com doenças respiratórias.

A poluição também provocou alterações no funcionamento de instituições de ensino. A Universidade Federal do Amazonas (Ufam), o Instituto Federal do Amazonas (Ifam), a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e unidades da rede municipal suspenderam atividades presenciais em razão das condições atmosféricas.

Defesa Civil alerta para riscos à saúde

Diante da concentração elevada de poluentes, a Defesa Civil emitiu orientações para que a população reduza a exposição à fumaça e evite atividades físicas ao ar livre.

As partículas PM2,5 representam preocupação por seu tamanho microscópico, que facilita a entrada no sistema respiratório e pode agravar doenças como asma, bronquite e problemas cardiovasculares.

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Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças respiratórias ou cardíacas estão entre os grupos que necessitam de maior atenção.

Entre as medidas recomendadas estão a utilização de máscaras PFF2 ou N95 em ambientes externos, a redução do tempo de exposição à fumaça, a manutenção da hidratação e a permanência em ambientes fechados quando a concentração de poluentes estiver elevada.

A população pode acompanhar as condições atmosféricas por meio dos sistemas de monitoramento da qualidade do ar, que atualizam os indicadores conforme os registros das estações.

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