Monitoramento do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (SELVA) aponta concentrações elevadas de partículas finas em diferentes regiões da capital, com registro de até 510,6 µg/m³
Manaus/AM – Manaus amanheceu neste sábado (17) com níveis preocupantes de poluição atmosférica em diferentes regiões da capital amazonense. Dados apresentados no mapa do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (SELVA) mostram concentrações elevadas de material particulado fino (PM2,5), com diversos pontos classificados nas faixas muito ruim e péssima de qualidade do ar.

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O maior valor exibido na imagem do monitoramento é de 510,6 microgramas por metro cúbico (µg/m³), registrado em um ponto na região leste de Manaus, nas proximidades do Puraquequara. Outro índice elevado aparece na região da Cidade Nova, na zona Norte, onde o equipamento indica 256,4 µg/m³.
Os dois registros ultrapassam o limite de 125 µg/m³, a partir do qual a escala utilizada pelo SELVA classifica a qualidade do ar como péssima.
Na região do Aeroporto Internacional de Manaus, o monitoramento aponta 112,7 µg/m³, concentração enquadrada na categoria muito ruim.
Poluição atinge diferentes regiões de Manaus
Os dados apresentados no mapa mostram que a poluição atmosférica não está concentrada em apenas uma área da cidade.
Na região da Chapada, na zona Centro-Sul, um dos equipamentos apresenta concentração de 175,9 µg/m³. Outros pontos próximos registram 140,1 µg/m³ e 113,1 µg/m³.
Na região do Aleixo, os valores chegam a 147,9 µg/m³ e 175,7 µg/m³. Nas proximidades do Coroado, o sistema apresenta concentração de 141,7 µg/m³.

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Em Nossa Senhora das Graças, o monitoramento indica 139,4 µg/m³, enquanto na região de Petrópolis aparece um registro de 159 µg/m³.
Na zona Sul, também foram identificadas concentrações elevadas. Nas proximidades do Morro da Liberdade, o mapa mostra 153,9 µg/m³. Outros equipamentos instalados em áreas próximas apresentam valores de 123,4 µg/m³ e 155,6 µg/m³.
Os registros indicam que diferentes regiões da capital apresentam concentrações de partículas finas acima dos limites utilizados para classificar a qualidade do ar como muito ruim ou péssima.
Entenda a classificação da qualidade do ar
O Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental utiliza uma escala de concentração de partículas PM2,5 para apresentar as condições da qualidade do ar.
Conforme a legenda disponível no mapa, os níveis são classificados como bons quando as concentrações ficam entre 0 e 25 µg/m³. Entre 25 e 50 µg/m³, a classificação é moderada. Valores entre 50 e 75 µg/m³ são considerados ruins.
Quando a concentração ultrapassa 75 µg/m³ e chega a 125 µg/m³, a qualidade do ar é classificada como muito ruim. Acima de 125 µg/m³, o nível passa a ser considerado péssimo.
O material particulado PM2,5 é formado por partículas microscópicas suspensas na atmosfera, capazes de atingir regiões profundas dos pulmões durante a respiração.
Poluição atmosférica pode provocar problemas respiratórios
A exposição a concentrações elevadas de partículas finas pode provocar irritação nos olhos, nariz e garganta, além de tosse, dificuldade para respirar e agravamento de doenças respiratórias.
Crianças, idosos, gestantes e pessoas com asma, bronquite ou doenças cardiovasculares estão entre os grupos que exigem maior atenção durante períodos de piora da qualidade do ar.
Em situações de poluição intensa, recomenda-se reduzir atividades físicas ao ar livre, manter os ambientes internos protegidos da entrada de fumaça, quando possível, e procurar atendimento médico em caso de sintomas respiratórios importantes.
Queimadas podem contribuir para piora da qualidade do ar
A fumaça proveniente de queimadas é uma das possíveis fontes de material particulado fino na atmosfera. As condições meteorológicas, incluindo a velocidade dos ventos e a dispersão dos poluentes, também podem influenciar as concentrações registradas em Manaus.
Entretanto, os dados apresentados no mapa do SELVA não permitem determinar, isoladamente, a origem da poluição identificada em cada ponto de monitoramento.
Os índices exibidos representam as medições disponíveis no momento da captura do mapa e podem apresentar alterações ao longo do sábado, conforme as condições atmosféricas.
O acompanhamento da qualidade do ar pode ser realizado pela plataforma do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental, que disponibiliza informações de estações de monitoramento distribuídas pela capital amazonense.
