Mãe e bebê morrem após mais de 24 horas de trabalho de parto em hospital de Belém

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Família denuncia possível negligência médica e afirma que jovem de 20 anos aguardou por cirurgia de emergência após sofrer dores intensas durante o parto

A Polícia Civil do Pará investiga a morte de uma jovem de 20 anos e do bebê dela após atendimento no Hospital Beneficente Portuguesa. O caso ganhou repercussão após familiares denunciarem possível negligência médica durante o trabalho de parto. A unidade hospitalar afirma que todos os protocolos assistenciais foram seguidos.

Foto: Divulgação

Segundo a família, Jamilly Vitória de Araújo Cordeiro procurou atendimento médico ainda no domingo (3), após sentir fortes dores. Conforme relato do marido dela, Fernando Portilho Araújo, a jovem recebeu atendimento inicial e foi orientada a retornar para casa.

Na manhã da segunda-feira (4), o casal voltou ao hospital, onde Jamilly permaneceu internada aguardando a evolução do parto.

De acordo com familiares, havia expectativa de que o procedimento fosse realizado por cesariana, já que o bebê teria aproximadamente quatro quilos e a jovem possuía estrutura física considerada pequena.

O marido afirma que a esposa permaneceu em trabalho de parto até a terça-feira (5), enfrentando dores intensas antes de ser encaminhada para uma cirurgia de emergência.

“Ela passou a manhã da segunda até o outro dia sofrendo dores e esperando esse parto normal, que não aconteceu”, relatou Fernando.

Ainda segundo a família, a morte do bebê foi comunicada na manhã de terça-feira. Cerca de quatro horas depois, os médicos informaram também o falecimento de Jamilly.

A Polícia Civil do Pará confirmou que um boletim de ocorrência foi registrado pela família. O caso foi inicialmente atendido na Delegacia de São Brás e posteriormente encaminhado à Delegacia do Comércio, responsável pela investigação.

Os investigadores devem analisar prontuários médicos, documentos e depoimentos relacionados ao atendimento prestado à paciente.

Em nota oficial, o Hospital Beneficente Portuguesa lamentou as mortes e informou que toda a assistência necessária foi prestada pela equipe multiprofissional da unidade.

O hospital afirmou ainda que o atendimento seguiu protocolos técnicos e assistenciais adotados pela instituição. Por conta do sigilo médico e das investigações em andamento, detalhes adicionais serão repassados apenas às autoridades competentes.

O Conselho Regional de Medicina do Estado do Pará informou que acompanha o caso e já iniciou procedimentos de apuração sobre o atendimento prestado à paciente.

O episódio gerou repercussão nas redes sociais e reacendeu debates sobre assistência obstétrica, segurança no parto e atendimento médico em maternidades.

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