Fumaça provocada por queimadas no Amazonas mantém níveis críticos de poluição na capital; suspensão das atividades escolares busca reduzir a exposição de alunos e profissionais da educação
MANAUS (AM) – As aulas da rede municipal de ensino de Manaus permanecem suspensas nesta terça-feira (13) devido aos índices críticos de poluição atmosférica registrados na capital amazonense. A medida segue orientações dos órgãos competentes e tem como objetivo reduzir a exposição de estudantes e profissionais da educação à fumaça das queimadas.

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A suspensão ocorre em meio à presença de uma densa camada de fumaça que atinge Manaus nas últimas semanas. O fenômeno está relacionado às queimadas registradas em municípios do interior do Amazonas, principalmente nas regiões Leste e metropolitana, além de focos de incêndio em outros estados.
De acordo com o boletim de monitoramento da qualidade do ar divulgado na segunda-feira (12), a concentração média de material particulado fino (MP2,5) atingiu 135 microgramas por metro cúbico (µg/m³). O índice foi classificado como “péssimo”, com indicação de risco elevado de agravamento das condições atmosféricas.
Suspensão das aulas é medida preventiva
A decisão de manter as escolas municipais sem atividades presenciais busca preservar a saúde e a segurança da comunidade escolar, especialmente de crianças e profissionais que poderiam ficar expostos à poluição durante o deslocamento e a permanência nas unidades de ensino.
Na última sexta-feira (9), as aulas também foram suspensas em razão da qualidade do ar na capital.
A exposição ao material particulado fino pode provocar irritação nos olhos e nas vias respiratórias, além de agravar problemas de saúde, principalmente em crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias.
Qualidade do ar segue em monitoramento
As condições atmosféricas continuam sendo acompanhadas pelos órgãos responsáveis, enquanto profissionais da rede municipal recebem orientações sobre medidas preventivas para minimizar os riscos à saúde.
A continuidade da suspensão ou a retomada das aulas dependerá das próximas avaliações da qualidade do ar e das orientações das autoridades competentes.
