“Essa é uma eleição da democracia contra o fascismo; da liberdade contra a opressão”, disse o presidente
São Paulo – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, na noite de quinta-feira (19), que pretende disputar a reeleição nas eleições deste ano. A declaração foi feita durante evento realizado no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, onde o Partido dos Trabalhadores oficializou a pré-candidatura de Fernando Haddad ao governo de São Paulo.

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Durante o discurso, Lula reforçou sua disposição em permanecer na disputa política e utilizou um tom enfático ao falar sobre sua motivação. “Eu vou ser candidato, porque enquanto esse jovem com 80 primaveras estiver com energia de 30, a extrema-direita não volta a governar esse país”, declarou.
O presidente também ampliou o tom das críticas ao abordar o cenário internacional, afirmando que o debate político vai além das questões internas. “Agora, a nossa briga não é só interna, é internacional”, disse, ao mencionar que prepara um artigo com críticas à atuação das potências globais.
Ao comentar o papel do Conselho de Segurança das Nações Unidas, Lula fez questionamentos diretos sobre a atuação dos países que compõem o grupo.
“O Conselho de Segurança foi feito para manter a paz, mas são justamente esses países que estão envolvidos em guerras. Eles produzem e vendem armas, participam dos conflitos e quem sofre são os mais pobres”, afirmou.
Em tom de mobilização, o presidente classificou o cenário eleitoral como decisivo.
“Essa é uma eleição da democracia contra o fascismo; da liberdade contra a opressão; da liberdade de imprensa contra a mentira”, disse. Ele concluiu convocando apoiadores: Então se preparem, porque essa luta não é minha, não é do Haddad, não é do Alckmin. Essa luta é de vocês.

