Problemas no transporte público também foram relatados em São Paulo, Petrópolis e Teresina; decisões judiciais exigem o cumprimento da frota prevista para garantir o deslocamento dos eleitores
SALVADOR (BA) – O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) determinou, neste domingo (25), a prisão do secretário municipal de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, após denúncias de redução na circulação de ônibus durante o segundo turno das eleições de 2026. A decisão também estabeleceu multa de R$ 1 milhão por hora em caso de descumprimento da ordem para restabelecer 100% da frota prevista.

Edição: Portal Amazon News
Além da capital baiana, eleitores de São Paulo, Petrópolis, no Rio de Janeiro, e Teresina, no Piauí, relataram dificuldades para utilizar o transporte coletivo e chegar aos locais de votação.
As ocorrências provocaram denúncias à Justiça Eleitoral e pedidos de providências para assegurar o deslocamento da população durante o processo eleitoral.
Salvador registra ônibus parados e determinação de prisão
Na capital baiana, passageiros relataram demora nos pontos de ônibus, veículos lotados e dificuldades para chegar às seções eleitorais.
A Prefeitura de Salvador, administrada por Bruno Reis (União Brasil), confirmou que pelo menos 75 ônibus foram impedidos de deixar as garagens durante o período de votação.
Durante fiscalização, o Procon da Bahia identificou 55 veículos que estavam parados, apesar de apresentarem condições de circulação. Uma empresa de transporte coletivo foi autuada.
Diante das denúncias, o TRE-BA determinou o restabelecimento integral da frota e ordenou a prisão do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza.
A decisão também prevê multa de R$ 1 milhão por hora caso a determinação judicial não seja cumprida. As informações apresentadas não esclarecem se a ordem de prisão chegou a ser executada.
Justiça determina circulação de 100% da frota em São Paulo
Na cidade de São Paulo, administrada pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB), passageiros também denunciaram a redução da oferta de ônibus.
No Terminal Santo Amaro, na zona Sul, usuários relataram esperas superiores a uma hora. Na zona Leste, passageiros informaram que aguardaram aproximadamente 40 minutos por veículos de uma das linhas.
O advogado Marco Aurélio Garcia, representante do Partido dos Trabalhadores (PT), afirmou que apenas 60% da frota estaria em circulação.
Após a denúncia, a Justiça Eleitoral determinou que a cidade disponibilizasse 100% da frota prevista para dias úteis.
A decisão estabeleceu multa de R$ 100 mil ao prefeito Ricardo Nunes e ao presidente da SPTrans em caso de descumprimento.
Eleitores relatam dificuldades em Petrópolis e Teresina
Em Petrópolis, na região serrana do Rio de Janeiro, moradores relataram problemas para encontrar ônibus durante o segundo turno.
A situação já havia sido registrada no primeiro turno, quando uma determinação judicial exigiu o reforço da frota para a votação seguinte.
O município é administrado pelo prefeito Hingo Hammes (PP).
Em Teresina, o deputado estadual Fábio Novo (PT) denunciou uma suposta redução na quantidade de ônibus disponíveis e informou que acionaria a Justiça Eleitoral.
Segundo o parlamentar, a capital piauiense costuma operar com aproximadamente 200 a 230 ônibus nos dias úteis. Ele defendeu a circulação de pelo menos 200 veículos durante a tarde deste domingo.
A cidade é administrada pelo prefeito Silvio Mendes (União Brasil).
Transporte público é alvo de fiscalização durante votação
As denúncias registradas nas quatro cidades levantaram questionamentos sobre o cumprimento das determinações relacionadas ao transporte coletivo no dia das eleições.
As decisões judiciais em Salvador e São Paulo buscaram assegurar a circulação da frota prevista e evitar que a redução dos serviços prejudicasse o comparecimento dos eleitores às urnas.
Até as informações disponíveis, não havia confirmação de que todas as determinações judiciais tivessem sido integralmente cumpridas.
