Boletim da Defesa Civil aponta ainda 12 municípios em alerta e registra qualidade do ar ruim a muito ruim em Manaus e outras 11 cidades devido à fumaça de incêndios florestais
A estiagem de 2026 já afetou 113.900 famílias no Amazonas e colocou 46 municípios em situação de emergência. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (23) pelo Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais do Governo do Estado, com base no monitoramento realizado pela Defesa Civil.

Edição: Portal Amazon News
Além das cidades em emergência, outros 12 municípios estão classificados em situação de alerta e quatro permanecem em atenção. O levantamento também aponta problemas na qualidade do ar em diferentes regiões, provocados pela fumaça de incêndios florestais.
O cenário levou à intensificação das operações de combate às queimadas, fiscalização ambiental e atendimento às áreas afetadas pela redução dos níveis dos rios.
Confira os 46 municípios em situação de emergência
Segundo a Defesa Civil do Amazonas, os municípios que estão em situação de emergência devido à estiagem são:
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Alvarães
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Amaturá
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Anamã
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Anori
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Apuí
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Atalaia do Norte
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Autazes
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Barreirinha
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Benjamin Constant
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Boca do Acre
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Borba
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Caapiranga
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Carauari
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Careiro
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Careiro da Várzea
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Coari
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Eirunepé
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Envira
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Humaitá
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Ipixuna
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Itamarati
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Japurá
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Juruá
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Jutaí
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Lábrea
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Manacapuru
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Manaquiri
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Manicoré
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Maraã
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Maués
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Nhamundá
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Nova Olinda do Norte
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Novo Airão
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Novo Aripuanã
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Parintins
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Pauini
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Presidente Figueiredo
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Rio Preto da Eva
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Santo Antônio do Içá
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São Paulo de Olivença
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Silves
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Tapauá
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Tefé
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Tonantins
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Uarini
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Urucurituba
Outros 12 municípios estão em situação de alerta:
Barcelos, Beruri, Boa Vista do Ramos, Canutama, Fonte Boa, Guajará, Manaus, Santa Isabel do Rio Negro, São Gabriel da Cachoeira, São Sebastião do Uatumã, Tabatinga e Urucará.
Quatro municípios permanecem em situação de atenção:
Codajás, Iranduba, Itacoatiara e Itapiranga.
As classificações fazem parte do acompanhamento das condições climáticas e hidrológicas realizado pelas autoridades estaduais.
Manaus e outras 11 cidades registram qualidade do ar ruim a muito ruim
Além dos impactos da estiagem, a Defesa Civil emitiu um novo alerta na manhã desta sexta-feira (23) sobre alterações na qualidade do ar provocadas por incêndios florestais.
O comunicado foi elaborado pelo Centro de Monitoramento e Alertas da Defesa Civil do Amazonas (CEMOA), que identificou concentrações elevadas de partículas finas em suspensão na atmosfera.
Segundo o boletim, 12 municípios apresentaram níveis de material particulado fino (MP2,5) entre 50 e 125 microgramas por metro cúbico, classificados pelo órgão como qualidade do ar ruim a muito ruim.
As cidades mencionadas são Autazes, Barreirinha, Boca do Acre, Careiro da Várzea, Iranduba, Itacoatiara, Itapiranga, Manaus, Maués, Nova Olinda do Norte, Parintins e São Sebastião do Uatumã.
O MP2,5 é formado por partículas muito pequenas que podem penetrar profundamente no sistema respiratório. A exposição à fumaça pode agravar problemas respiratórios, especialmente entre crianças, idosos e pessoas com doenças pulmonares ou cardiovasculares.
Mais de 1,5 mil profissionais atuam no combate aos incêndios
O Governo do Amazonas informou que aproximadamente 1.500 profissionais, entre bombeiros militares e brigadistas, participam das operações de prevenção e combate aos incêndios florestais.
As ações contam com apoio do Governo Federal e utilizam 18 aeronaves, sendo 16 federais e duas estaduais.
A estrutura aérea inclui oito aviões Air Tractor, dois KC-390 e oito helicópteros empregados nas operações de apoio e enfrentamento aos incêndios.
Entre as medidas anunciadas está a contratação de mais 153 brigadistas florestais por meio do programa Floresta em Pé.
Também foram disponibilizadas viaturas, picapes equipadas com kits de combate a incêndios e equipamentos utilizados em operações de resposta a emergências ambientais.
Bombeiros registram mais de 23 mil focos combatidos
Entre 1º de junho e 22 de outubro de 2026, o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) contabilizou 3.835 ocorrências relacionadas a incêndios urbanos e florestais.
No mesmo período, a corporação informou ter atuado no combate a 23.644 focos de incêndio.
Desse total, 4.720 foram registrados na capital amazonense e 18.924 no interior do estado.
Os números demonstram a abrangência territorial das operações e a demanda por equipes de combate em diferentes municípios.
Fiscalização ambiental ocorre em dezenas de municípios
As ações de fiscalização também foram ampliadas para identificar e combater o uso irregular do fogo.
A Operação Tamoiotatá atua em 13 municípios, enquanto a operação Amazonas+Verde desenvolve atividades de combate a incêndios em 33 cidades.
Outra iniciativa é a Operação Alerta Fogo, que utiliza drones e viaturas equipadas com internet via satélite Starlink para monitorar áreas e identificar possíveis infrações ambientais.
Quando são constatadas irregularidades, as equipes podem aplicar multas, determinar embargos e adotar outras medidas administrativas previstas na legislação.
O monitoramento de focos de calor também é realizado por imagens de satélite, com participação da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam).
As informações são utilizadas para orientar operações de fiscalização e identificar regiões que necessitam de intervenção.
Decretos estabelecem restrições ao uso do fogo
Como medida preventiva, o Governo do Amazonas estabeleceu decretos que proíbem o uso do fogo em todo o território estadual pelo período de 120 dias, respeitadas as exceções previstas na legislação.
Também foram declaradas situações de emergência por 180 dias nas áreas atingidas por incêndios florestais e em todo o Amazonas em razão da estiagem.
As medidas permitem ampliar a mobilização de recursos e as ações de resposta e recuperação nas regiões afetadas.
Na área de prevenção, atividades de educação ambiental desenvolvidas entre junho e agosto de 2026 alcançaram mais de 43 mil pessoas.
O Governo do Estado mantém o acompanhamento das condições dos rios, dos focos de incêndio e da qualidade do ar para orientar as medidas de enfrentamento à estiagem e às queimadas.
