Estreito de Ormuz ocupa posição central nas conversações diplomáticas, enquanto Washington e Teerã mantêm divergências sobre as condições para encerrar o conflito
Estados Unidos – A guerra entre Estados Unidos e Irã completa sete meses nesta segunda-feira (28) sem um acordo para encerrar o conflito. Em meio à continuidade das tensões militares, Washington e Teerã mantêm canais diplomáticos abertos, com o Estreito de Ormuz ocupando posição central nas negociações.

Edição: Portal Amazon News
O conflito teve início em 28 de fevereiro, após ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Desde então, confrontos e retaliações se espalharam pela região, provocando mortes, danos à infraestrutura e impactos sobre o transporte marítimo e o mercado internacional de energia.
Nos últimos dias, as negociações ganharam novo impulso durante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. Apesar das conversas, os dois países ainda não chegaram a um entendimento.
Estreito de Ormuz no centro das negociações
O Irã apresentou uma proposta para reabrir completamente o Estreito de Ormuz em até sete dias, condicionada a medidas dos Estados Unidos, entre elas a redução da pressão militar e mudanças relacionadas ao bloqueio de portos iranianos.
O presidente americano Donald Trump rejeitou a proposta no sábado (26). No domingo (27), porém, afirmou esperar novas conversas com representantes iranianos durante a semana.
Antes do conflito, cerca de 125 grandes embarcações comerciais atravessavam diariamente o Estreito de Ormuz. O tráfego sofreu forte redução após o início da guerra, afetando uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo e outros produtos.
A situação também aumentou os riscos para embarcações que continuam utilizando a passagem. Em setembro, navios foram atingidos por projéteis enquanto navegavam pela região, aumentando as preocupações relacionadas à segurança marítima.
Como começou a guerra
A guerra começou em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra instalações militares e nucleares iranianas. A ofensiva foi seguida por uma série de ataques e retaliações no Oriente Médio.
O então líder supremo do Irã, Ali Khamenei, morreu no primeiro dia do conflito. Posteriormente, Mojtaba Khamenei assumiu o posto de principal autoridade política e religiosa do país.
Em resposta aos ataques, o Irã lançou mísseis e drones contra Israel e alvos relacionados aos Estados Unidos e seus aliados. A escalada também atingiu países do Golfo e ampliou as preocupações com instalações estratégicas e bases militares americanas na região.
Em junho, Washington e Teerã chegaram a um entendimento que previa o fim das hostilidades e a reabertura do Estreito de Ormuz. A trégua, entretanto, não se consolidou, e novos confrontos registrados em julho levaram à retomada das hostilidades.
Desde então, questões relacionadas ao programa nuclear iraniano, às sanções americanas e à circulação de embarcações pelo Estreito de Ormuz permanecem entre os principais pontos de divergência.
Guerra está perto do fim?
Apesar da retomada das negociações, ainda não há um acordo que permita determinar quando as hostilidades poderão terminar. Os contatos diplomáticos indicam que os canais entre as partes permanecem ativos, mas Washington e Teerã continuam divergindo sobre as condições para um cessar-fogo.
A situação no Estreito de Ormuz deve permanecer entre os principais pontos das negociações. A reabertura da passagem está relacionada às discussões envolvendo operações militares, bloqueios, sanções e o programa nuclear iraniano.
Impactos humanitários e econômicos
Além das consequências militares, o conflito provocou impactos sobre a população civil e sobre a economia internacional. Ataques atingiram áreas residenciais e estruturas de infraestrutura, enquanto as restrições à navegação afetaram trabalhadores e embarcações na região.
A redução do tráfego pelo Estreito de Ormuz também dificultou o transporte de petróleo, fertilizantes e outros produtos. A situação aumentou a preocupação internacional com os preços da energia, as cadeias de abastecimento e a segurança alimentar.
A ONU tem defendido a proteção da população civil e o cumprimento das normas do direito internacional humanitário enquanto prosseguem os esforços diplomáticos para interromper as hostilidades.

