Documentos apresentados na CPMI do INSS por governistas e oposição trazem dados da investigação que durou 7 meses
Brasília – A CPMI do INSS terminou em março sem efeitos práticos, já que o relatório final feito pelo deputado Alfredo Gaspar (União-AL) foi rejeitado pela maioria e o documento elaborado pelos governistas não foi colocado em votação. Mesmo assim, o assunto ainda renderá bons frutos para os diferentes lados políticos, principalmente para as eleições.

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O cientista político André César, sócio da Hold Assessoria Legislativa, acredita que o tema será bem explorado nas campanhas eleitorais.
“Esse montante desviado é uma coisa muito grave, então as partes em disputa certamente vão usar, mesmo que não tenha sido votado, porque mostra a delicadeza da coisa. É um tema politicamente sensível e que dá instrumento para as duas partes, no processo eleitoral, de alguma maneira explorar isso”, afirma.
César lembra que, em anos anteriores, outras comissões que ganharam muita notoriedade também tiveram papel político importante e cita o exemplo da CPI do Mensalão em 2005.

