Apostadores de bets recebem mais de R$ 1 bilhão em reembolsos após proibição de plataformas

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Bancos têm até 14 de outubro para devolver os valores restantes; levantamento do Governo Federal abrange 22,5 milhões de apostadores e mais de 70 milhões de contas

Brasília – Mais de R$ 1 bilhão em saldos mantidos por usuários de plataformas de apostas online, conhecidas como bets, já foram devolvidos aos apostadores. Segundo informações encaminhadas pelas empresas ao Governo Federal, o montante que ainda precisa ser restituído caiu de R$ 1,2 bilhão para R$ 159 milhões.

Edição: Portal Amazon News

Os valores restantes deverão ser devolvidos pelas instituições bancárias até quarta-feira (14), conforme o cronograma estabelecido após a proibição das operações de apostas online abrangidas pela medida.

Os recursos pendentes pertencem a usuários que não realizaram a retirada voluntária dos saldos até 5 de outubro, data em que terminou o prazo inicialmente concedido para os saques.

O levantamento reúne informações de aproximadamente 22,5 milhões de apostadores, distribuídos em 70,5 milhões de contas cadastradas nas plataformas.

Bancos têm prazo para devolver valores aos apostadores

De acordo com as informações divulgadas, as instituições financeiras serão responsáveis por transferir os saldos remanescentes aos respectivos titulares.

Entre os principais pontos do processo de restituição estão:

  • R$ 1 bilhão: valor superior a esse montante já foi devolvido aos apostadores.

  • R$ 159 milhões: quantia que ainda precisa ser restituída.

  • 14 de outubro: prazo estabelecido para a devolução dos recursos pelos bancos.

  • Oito empresas: ainda não encaminharam às instituições financeiras os dados necessários para os pagamentos.

  • Caixa Econômica Federal: poderá assumir a responsabilidade pelos pagamentos caso existam impedimentos para a restituição pelos bancos.

A Advocacia-Geral da União (AGU) deverá recorrer à Justiça para obrigar as oito empresas que ainda não forneceram as informações a disponibilizar os dados necessários à devolução.

Caso as instituições bancárias não consigam realizar os pagamentos, os recursos deverão ser encaminhados à Caixa Econômica Federal, que ficará responsável pela restituição aos apostadores.

Maioria das contas possui saldo inferior a R$ 10

Os dados apresentados pelas empresas mostram que a maior parte dos valores ainda não retirados corresponde a pequenas quantias.

Segundo o levantamento, aproximadamente 90% das contas possuem menos de R$ 1 disponível para devolução.

Além disso, 97% dos cadastros apresentam saldo inferior a R$ 10.

Apesar dos valores individuais reduzidos, o grande número de contas contribui para o montante de R$ 159 milhões que ainda precisa ser restituído.

Governo solicita bloqueio de mais de 16 mil sites ilegais

Paralelamente ao processo de devolução dos recursos, o Governo Federal também intensificou as medidas de combate às plataformas ilegais de apostas.

Entre 25 de setembro e 9 de outubro, foram encaminhados pedidos de bloqueio de 16.627 sites considerados irregulares.

No mesmo período, as autoridades solicitaram a remoção de 3.691 conteúdos e espaços digitais relacionados à divulgação de apostas ilegais, incluindo páginas, perfis, canais, grupos e servidores.

As ações também alcançaram plataformas de redes sociais e aplicativos de mensagens.

Grupos e perfis reuniam milhões de usuários

No Telegram, foram identificados 1.027 grupos relacionados às atividades investigadas, reunindo aproximadamente 18,5 milhões de membros.

Já no TikTok, o levantamento apontou 115 perfis associados à divulgação de apostas ilegais, com cerca de 459 mil seguidores.

Somados, os conteúdos identificados nas plataformas digitais alcançavam aproximadamente 18,9 milhões de usuários, membros e seguidores.

As medidas de bloqueio e remoção fazem parte das ações federais destinadas a restringir a atuação de plataformas de apostas consideradas ilegais e a garantir a devolução dos valores pertencentes aos usuários afetados.

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