Alerta: Super El Niño ameaça o Amazonas com calor extremo, seca, queimadas e chuvas intensas

0 0

Fenômeno pode provocar mudanças no regime de chuvas e elevar as temperaturas; períodos de estiagem não descartam episódios pontuais de temporais no estado

O avanço do El Niño aumenta a atenção para possíveis mudanças nas condições climáticas do Amazonas nos próximos meses. O fenômeno, caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, interfere na circulação atmosférica e pode alterar a distribuição das chuvas e das temperaturas em diferentes regiões do Brasil.

Edição: Portal Amazon News

Quando o aquecimento do Pacífico atinge níveis muito elevados, o episódio pode ser chamado informalmente de “Super El Niño”. A intensidade e a duração do fenômeno são fatores determinantes para os impactos registrados em cada região.

Amazonas pode enfrentar calor e períodos mais secos

No Amazonas, um dos principais pontos de atenção é a possibilidade de temperaturas acima da média associadas a períodos de redução das chuvas. A combinação pode aumentar a perda de umidade do solo e favorecer condições de estiagem.

O cenário também exige atenção para queimadas e incêndios florestais. Temperaturas elevadas, vegetação mais seca e menor umidade podem contribuir para condições ambientais mais favoráveis à propagação do fogo.

Outra preocupação envolve os rios amazonenses. Caso a redução das precipitações seja prolongada e alcance áreas importantes das bacias hidrográficas, os níveis dos rios podem ser afetados. No Amazonas, alterações expressivas nos níveis das águas podem gerar reflexos sobre transporte fluvial, abastecimento e comunidades do interior.

Chuvas intensas ainda podem ocorrer

Apesar da possibilidade de períodos mais secos, o El Niño não significa ausência completa de chuvas no Amazonas.

Mesmo em uma estação marcada por precipitações abaixo da média, podem ocorrer episódios pontuais de chuvas intensas e temporais, acompanhados de rajadas de vento e descargas elétricas.

Isso ocorre porque uma previsão de chuva abaixo da média considera o volume acumulado ao longo de determinado período. Dessa forma, uma região pode terminar um mês com precipitação inferior à média histórica e, ainda assim, registrar tempestades fortes em determinados dias.

Por esse motivo, episódios de chuva intensa devem ser analisados a partir das previsões meteorológicas de curto prazo, enquanto os possíveis efeitos do El Niño são avaliados principalmente por meio de tendências climáticas de médio e longo prazo.

Impactos podem variar dentro do próprio estado

Os efeitos do fenômeno não ocorrem de maneira uniforme em todo o Amazonas. Algumas regiões podem apresentar condições mais secas enquanto outras registram volumes de chuva próximos ou até acima da média em determinados períodos.

A intensidade dos impactos também depende de outros fatores atmosféricos e oceânicos que atuam simultaneamente sobre a Amazônia.

Diante desse cenário, órgãos meteorológicos, ambientais e de monitoramento hidrológico acompanham a evolução do El Niño e as condições dos rios, das chuvas e das temperaturas.

As projeções climáticas são atualizadas à medida que novos dados são incorporados aos modelos, o que permite ajustar os cenários previstos para o Amazonas e para o restante do país.

DIVULGUE

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *