Jovem de 13 anos apresentava quadro de anemia aguda grave e precisou ser removida em UTI Aérea para receber atendimento especializado na capital
Uma adolescente de 13 anos foi transferida do município de Eirunepé, no interior do Amazonas, para Manaus, após atuação da Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM). A jovem estava internada em estado grave com diagnóstico de anemia aguda grave e necessitava de atendimento especializado em uma unidade de saúde da capital.

Foto: Divulgação
O pedido de assistência foi feito pela tia da paciente, que procurou o polo da Defensoria no município. Segundo relato apresentado à equipe plantonista, a adolescente estava internada no Hospital Regional Vinícius Conrado e havia recomendação médica para transferência imediata a uma unidade pediátrica de maior complexidade em Manaus.
Diante da urgência do caso, a Defensoria Pública ingressou com um pedido de tutela de urgência junto à Comarca de Eirunepé para garantir a remoção da paciente. A transferência foi realizada por meio de Unidade de Terapia Intensiva Aérea (UTI Aérea), permitindo que a adolescente recebesse acompanhamento médico especializado na capital.
A defensora pública Mariana Paixão, responsável pelo atendimento no Polo do Juruá, destacou a atuação da equipe para assegurar o acesso da paciente ao tratamento necessário.
“A atuação e acompanhamento de toda a equipe da Defensoria do Polo do Juruá foram essenciais para que esse caso tivesse um resultado favorável. Enquanto instituição, nosso papel é estar à disposição para atender a população que mais necessita do nosso atendimento”, afirmou.
A situação foi agravada por dificuldades relacionadas à documentação da adolescente. A família, que vive em uma comunidade indígena próxima ao município e enfrenta situação de vulnerabilidade social, não possuía documento oficial com foto da paciente, dispondo apenas da declaração de nascido vivo.
Para evitar atrasos na remoção, a Justiça autorizou o embarque da jovem independentemente da apresentação de documento de identificação pessoal, atendendo ao pedido de urgência formulado pela Defensoria Pública.
Segundo Mariana Paixão, o caso reforça a importância da atuação da instituição na defesa dos direitos de populações vulneráveis.
“O caso evidencia a importância da atuação da Defensoria Pública na proteção de grupos em situação de vulnerabilidade, especialmente povos indígenas, assegurando o efetivo acesso à justiça e a concretização de direitos fundamentais diante de situações de extrema urgência”, concluiu.

