Novo calendário concentra os depósitos entre os dias 19 e 21 de outubro, antes do segundo turno das eleições; medida deve alcançar mais de 19 milhões de famílias em todo o país
O governo federal anunciou a antecipação do pagamento do Bolsa Família referente a outubro de 2026, já com reajuste de 15,04% nos benefícios. Conforme o novo calendário, os depósitos começam nesta segunda-feira (19) e serão concluídos na quarta-feira (21), antes do segundo turno das eleições, marcado para domingo (25).

Edição: Portal Amazon News
A mudança altera o cronograma inicialmente previsto e deve beneficiar mais de 19 milhões de famílias atendidas pelo programa de transferência de renda.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), a antecipação tem caráter preventivo e busca reduzir os impactos do fenômeno climático super El Niño sobre a população em situação de vulnerabilidade social.
O reajuste de 15,04% foi anunciado em setembro e considera a inflação acumulada entre março de 2023 e agosto de 2026, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).
Confira o novo calendário de pagamentos
O pagamento do Bolsa Família segue a numeração final do Número de Identificação Social (NIS), utilizado para identificar os beneficiários de programas sociais do governo federal.
Com a antecipação, os depósitos foram organizados da seguinte forma:
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19 de outubro (segunda-feira): beneficiários com NIS final 1.
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20 de outubro (terça-feira): beneficiários com NIS final 2.
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21 de outubro (quarta-feira): beneficiários com NIS finais 0, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9.
Para famílias residentes em municípios com situação de emergência ou estado de calamidade pública reconhecidos pelo governo federal, o pagamento será unificado nesta segunda-feira (19), independentemente do número final do NIS.
Governo cita aumento de situações de emergência
De acordo com o MDS, a antecipação também considera o crescimento no número de municípios atingidos por desastres e eventos climáticos extremos.
Dados apresentados pelo ministério apontam que, entre agosto e setembro de 2026, foram registrados 518 reconhecimentos federais de situação de emergência e estado de calamidade pública.
No mesmo período de 2025, haviam sido contabilizados 253 reconhecimentos. O número registrado neste ano representa mais que o dobro do total anterior.
O governo afirma que a medida busca garantir acesso antecipado aos recursos pelas famílias afetadas.
Veja os novos valores do Bolsa Família
Com o reajuste de 15,04%, os valores informados para os benefícios do programa a partir de outubro de 2026 são:
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Benefício de Renda de Cidadania: R$ 164 por integrante da família.
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Benefício Complementar: valor necessário para que a soma dos benefícios da família alcance R$ 691.
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Benefício Primeira Infância: R$ 173 por criança com idade inferior a sete anos.
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Benefício Variável Familiar: R$ 58 por integrante que atenda aos critérios estabelecidos no regulamento.
O valor total recebido por cada família depende da composição familiar e dos benefícios aos quais seus integrantes têm direito.
Reajuste terá impacto de R$ 5,8 bilhões em 2026
Segundo as estimativas apresentadas pelo Ministério do Planejamento, o reajuste do Bolsa Família terá impacto fiscal de R$ 5,8 bilhões nos últimos meses de 2026.
Para 2027, a previsão é de uma despesa adicional de aproximadamente R$ 22 bilhões.
O governo federal deverá encaminhar ao Congresso Nacional alterações na proposta da Lei Orçamentária Anual (LOA), apresentada em 31 de agosto, para incorporar os novos valores.
A previsão inicial de despesas com o Bolsa Família era de R$ 157,1 bilhões. Com o reajuste, a estimativa passa para aproximadamente R$ 179 bilhões.
A antecipação dos depósitos ocorre na semana que antecede o segundo turno das eleições, mas o Ministério do Desenvolvimento Social atribui oficialmente a mudança à necessidade de proteção das famílias vulneráveis diante dos efeitos de eventos climáticos.
