Justiça proíbe Salazar e Kidson Maia de se aproximarem de Alessandra Campelo e suspende porte de armas

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Decisão estabelece distância mínima de 200 metros e proíbe contato com a candidata a vice-governadora de Omar Aziz após gestos interpretados como ameaçadores durante debate eleitoral em Manaus

Manaus (AM) – A Justiça Eleitoral do Amazonas concedeu, nesta quarta-feira (14), medidas protetivas de urgência em favor da deputada estadual Alessandra Campelo, candidata a vice-governadora na chapa de Omar Aziz (PSD). A decisão estabelece restrições ao vereador e deputado federal eleito Alexandre da Silva Salazar (PL) e a Kidson Maia de Souza, conhecido como “Doido”, eleito suplente de deputado estadual pelo PL.

Edição: Portal Amazon News

As medidas foram determinadas pela juíza eleitoral Bárbara Folhadela Paulain, da 70ª Zona Eleitoral de Manaus, no exercício das atribuições de Juízo Eleitoral das Garantias. O processo tramita em segredo de justiça.

O pedido apresentado por Alessandra Campelo está relacionado a um episódio ocorrido durante um debate eleitoral realizado em 13 de outubro de 2026. Na ocasião, segundo os relatos apresentados à Justiça, Salazar e Kidson fizeram gestos simulando um corte na região do pescoço em direção à parlamentar, que interpretou a atitude como intimidatória e ameaçadora.

Justiça determina distância mínima de 200 metros

Conforme a decisão relatada, Salazar e Kidson estão proibidos de se aproximar de Alessandra Campelo, devendo respeitar uma distância mínima de 200 metros. A magistrada também determinou a proibição de qualquer contato com a candidata.

Outra medida estabelece restrições à presença dos dois nos bastidores e nas áreas reservadas às comitivas durante debates, atos políticos e eventos eleitorais dos quais Alessandra participe.

A decisão não impede a presença em espaços de acesso público, desde que sejam respeitadas a distância mínima estabelecida e as demais determinações judiciais.

Porte de armas é suspenso por determinação judicial

A magistrada também determinou a suspensão da posse e a restrição do porte de armas de fogo dos dois envolvidos.

Para verificar a existência de registros e autorizações, a Justiça determinou o envio de ofícios à Polícia Militar do Amazonas, à Polícia Federal e ao Comando do Exército.

A Polícia Militar deverá informar a existência de eventual porte funcional, arma institucional ou outro registro relacionado à condição de policial militar de Alexandre Salazar.

Já a Polícia Federal e o Exército deverão consultar, respectivamente, os sistemas SINARM e SIGMA para identificar possíveis armas registradas em nome dos envolvidos e informar as providências adotadas.

Justiça determina preservação de imagens do debate

A decisão também estabelece que a TV Norte Amazonas preserve e apresente, no prazo de 48 horas, as gravações relacionadas ao debate eleitoral realizado em 13 de outubro.

Entre os materiais solicitados estão a íntegra da transmissão, imagens brutas, registros das câmeras de segurança e informações de credenciamento dos participantes.

A emissora deverá apresentar ainda declaração de autenticidade e integridade dos arquivos, permitindo que os registros sejam utilizados na apuração dos fatos.

Decisão considera risco de novos episódios durante a campanha

Na fundamentação apresentada pela reportagem, a juíza menciona o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a aplicação de medidas protetivas em situações de violência contra a mulher baseada no gênero, inclusive fora do ambiente doméstico.

A magistrada considerou a proximidade temporal dos fatos, a existência de registros audiovisuais e a continuidade da campanha eleitoral como elementos relevantes para a concessão da proteção.

A decisão tem caráter preventivo e não representa condenação criminal ou reconhecimento definitivo de responsabilidade dos envolvidos.

Entenda o episódio durante o debate eleitoral

O caso ocorreu após o debate entre Omar Aziz (PSD) e Maria do Carmo Seffair (PL), realizado pela TV Norte Amazonas, na terça-feira (13).

Alessandra Campelo afirmou ter interpretado como ameaça os gestos de corte no pescoço atribuídos a Kidson Maia e Alexandre Salazar. A parlamentar registrou ocorrência policial e anunciou que solicitaria medidas protetivas.

Em manifestação à imprensa, Salazar afirmou que não havia percebido o gesto atribuído a Kidson e sugeriu que o movimento poderia ter diferentes significados, incluindo uma referência à derrota eleitoral.

A concessão das medidas protetivas foi relatada no material encaminhado à reportagem, mas não pôde ser confirmada de forma independente em documento judicial público, devido ao sigilo informado do processo.

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14 Comentários

  1. FabioMOTTA disse:

    top ligado agora

  2. Jean Neto disse:

    Top amiga eles mereceram!!!

  3. Anônimo disse:

    Parabens!

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