No lançamento de sua candidatura à reeleição, Lula falou sobre os agressores de mulheres
Brasília – Durante seu discurso no lançamento de sua candidatura de reeleição à Presidência da República, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez críticas aos casos de violência contra as mulheres. O presidente rechaçou o apoio vindo de agressores e disse que não tem problema em perder alguns votos deste grupo: “Ou ele vota em mim ou ele bate na mulher”.

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“O PT [Partido dos Trabalhadores] tem que ter coragem, o meu governo tem que ter coragem de dizer em alto e bom som. Não tem problema que eu perca algum voto, mas não é necessário e não é possível. O cara vai ter que escolher: ou ele vota em mim ou ele bate na mulher. Se bater na mulher, não precisa votar em mim. Pega a sua mão e vota em quem você quiser”, disse.
Lula admitiu que o Brasil ainda não chegou ao patamar indicado para diminuir os casos de violência contra as mulheres, mas que vê processos nas medidas que o governo tomou.
“Eu duvido que tenha alguém no Brasil que tenha feito o que nós fizemos. Fizemos tudo? Não. Lógico que não dá para fazer tudo, mas a gente vai caminhando. Deus levou sete dias para fazer o mundo e ainda não acabou, porque só vai acabar no dia em que a gente acabar com gente ruim no mundo, sobretudo com a violência de homem contra a mulher nesse país”, completou.
Esta é a sétima vez que o petista disputa pela vaga no Planalto e, caso ganhe, será seu quarto mandato. Em 2018, chegou a se candidatar, mas o pedido foi indeferido pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Lula terá como aliados em sua coligação os partidos PCdoB e PV, que integram a Federação Brasil da Esperança, além do PSOL, Rede, PSB e PDT, parte da base de apoio à corrida eleitoral.
Assim como na última eleição, a chapa terá Geraldo Alckmin como candidato a vice. O nome foi oficializado em convenção do PSB realizada em Brasília na última quarta-feira.
A oficialização da candidatura do petista ocorre em meio às investigações do filho Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como “Lulinha”, por suposto tráfico de influência. A apuração envolveria contratos do Ministério da Saúde para fornecimento de tratamentos com cannabis medicinal.

