Mapa de dispersão que circula nas redes sociais aponta áreas que podem ser atingidas pela pluma do produto químico, enquanto autoridades seguem monitorando os impactos do vazamento
Manaus – A qualidade do ar continua sendo motivo de preocupação em Manaus após o vazamento de monômero de estireno registrado na quarta-feira (15), na fábrica Innova, localizada no Distrito Industrial, zona sul da capital amazonense.

Arte: inteligência artificial
Um mapa de dispersão que circula nas redes sociais apresenta uma estimativa da possível trajetória da pluma do produto químico, considerando a direção dos ventos. A imagem, no entanto, não é um documento oficial e o cenário pode sofrer alterações conforme as condições meteorológicas.
De acordo com o mapa, a direção do vento favoreceria a dispersão em direção a áreas das regiões sul, centro-sul e oeste da cidade. Entre os bairros apontados como mais sujeitos ao odor estão Distrito Industrial, Educandos, Cachoeirinha, Praça 14, Centro, São Raimundo e Glória. Outras áreas também podem ser afetadas dependendo de mudanças na direção do vento.
Bairros mais distantes do ponto onde ocorreu o vazamento aparecem no mapa com menor risco estimado. As autoridades reforçam, porém, que a dispersão do produto depende de fatores meteorológicos e recomendam que a população acompanhe as informações divulgadas pelos canais oficiais.
O vazamento mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), Defesa Civil e outros órgãos. Desde o incidente, o tanque permanece sob resfriamento e monitoramento para evitar o aumento da temperatura e possíveis novos riscos.
A Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) informou que 149 pessoas receberam atendimento em unidades da rede estadual após o ocorrido. Entre os sintomas relatados estão falta de ar, náuseas, dor de cabeça, tontura e desmaio. Do total informado pelas autoridades, 140 pacientes receberam alta e oito permaneciam internados.
Um homem de 67 anos, que procurou atendimento após relatar mal-estar, morreu. Conforme a SES-AM, não foi constatada relação direta entre o óbito e o vazamento. O paciente possuía histórico de doença respiratória crônica.
O Corpo de Bombeiros informou ainda que a concentração do produto químico liberado atualmente é menor em comparação ao início da ocorrência e que grande parte do material expelido durante o processo de resfriamento é composta por partículas de água.
As autoridades orientam que pessoas que apresentarem sintomas como irritação nos olhos, dor de garganta, tontura, náusea, falta de ar ou outros desconfortos procurem atendimento em uma unidade de saúde.
O monitoramento na região do Distrito Industrial continua, e novas avaliações deverão determinar as condições para a retomada integral das atividades nas empresas localizadas nas proximidades do local do vazamento.

