Esposa de policial publica forte relato após morte do marido: “Guerreiro”

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Felipe faleceu neste domingo (17) após sofrer complicações decorrentes de um procedimento na prótese craniana, realizado para controlar um sangramento

Rio de Janeiro – A morte do policial civil e piloto de helicóptero Felipe Marques Monteiro, de 45 anos, comoveu a segurança pública e as redes sociais. Lotado na Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), Felipe faleceu neste domingo (17) após sofrer complicações decorrentes de um procedimento na prótese craniana, realizado para controlar um sangramento.

Foto: Divulgação

O agente havia sido baleado na cabeça durante uma violenta operação na Vila Aliança, em Bangu, na zona oeste do Rio de Janeiro, dando início a uma longa e dolorosa jornada hospitalar.

Após a confirmação do óbito, sua esposa, Keidna Marques, que ao longo de todo o processo utilizou as redes sociais para atualizar os amigos e apoiadores sobre o quadro clínico do marido, publicou um vídeo emocionante acompanhado de um desabafo sobre os anos de luta e o legado deixado pelo policial.

No relato, Keidna relembrou o impacto do dia do atentado e a rotina exaustiva que a família enfrentou dentro do ambiente hospitalar na tentativa de salvar a vida do piloto.

“Ainda me lembro do dia em que pedi um milagre. Confesso… Com pouca fé, eu temi. Quando aquele tiro mudou tudo, começou uma luta que ninguém está preparado para viver. Foram dias, meses e anos dentro de um hospital. Dias longos. Noites silenciosas. Desafios que só quem esteve ali conhece. Houve fases. Primeiro, sobreviver. Depois, resistir. E então, acreditar”, escreveu a esposa.

Keidna destacou a bravura do marido, traçando um paralelo entre a sua atuação profissional nos céus do Rio de Janeiro e a resiliência demonstrada no leito de UTI. “O Felipe lutou como sempre viveu. Com coragem. Com dignidade. Com fé. Eu vi de perto cada batalha. Do homem que voava para salvar vidas… ao guerreiro que lutava, dia após dia, pela própria.”

Em sua publicação, a viúva fez questão de agradecer aos familiares, amigos, “irmãos de farda” e aos milhares de desconhecidos que enviaram mensagens de apoio e direcionaram orações à família durante o período de internação. Ela relembrou que a alta hospitalar obtida anteriormente pelo marido não representou apenas uma vitória clínica temporária, mas “um símbolo de amor, união e esperança”.

Mesmo diante da perda, Keidna reforçou o orgulho pela trajetória do companheiro e encerrou a homenagem citando um versículo bíblico clássico que simboliza a trajetória dos militares e policiais:

“Hoje, a dor é imensa. Mas maior que a dor… é o legado. Felipe não foi apenas um policial. Foi um homem que honrou sua missão até o fim. Um guerreiro. Do início ao fim. Seguimos juntos. Na fé. Na memória. E no amor que nunca se apaga. ‘Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé.’ 2 Timóteo 4:7″, concluiu.

Até o momento, a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) e a chefia da Core emitiram notas oficiais lamentando profundamente a perda do colega, exaltando sua dedicação à instituição e manifestando solidariedade aos familiares. Detalhes sobre o sepultamento do agente ainda não foram divulgados.

Clique e veja o vídeo

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