Gabriel Maciel, de 33 anos, revelou à Polícia Civil que matou o pai, José Moura Maciel, em 2019 para ficar com armas da vítima; corpo foi encontrado enterrado em uma cisterna no bairro Nova Esperança
Um crime que permaneceu escondido por quase seis anos foi esclarecido neste sábado (16/05), em Manaus. Gabriel Maciel, de 33 anos, foi preso após confessar o assassinato do próprio pai, o policial militar aposentado José Moura Maciel, de 60 anos. O corpo da vítima foi encontrado enterrado em uma cisterna no quintal da antiga residência da família, localizada na rua Álvaro Perez Filho, no bairro Nova Esperança 1, zona oeste da capital amazonense.

Foto: Divulgação
Segundo a Polícia Civil do Amazonas, o crime ocorreu em 2019 e teria sido motivado pelo interesse de Gabriel e de outras pessoas nas armas pertencentes ao policial aposentado. As investigações apontam que o suspeito chegou a publicar fotos com as armas nas redes sociais, o que teria despertado o interesse de comparsas.
De acordo com o delegado Gerson Oliveira, da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), José Moura continuava ajudando o filho mesmo após o afastamento familiar provocado pela dependência química de Gabriel. O policial aposentado havia deixado a residência para o filho morar sozinho no imóvel e levava alimentos regularmente ao local.

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“Em 2019, ele veio para esse imóvel, que era a residência da família. A família deixou de morar ali depois que Gabriel começou a se viciar em drogas. O pai decidiu sair da casa e deixar o local para ele, mas trazia todo mês um rancho para que nunca faltasse nada ao filho”, explicou o delegado.
Ainda segundo a polícia, foi durante uma dessas visitas que José Moura foi assassinado. Gabriel teria contado com a ajuda de comparsas para cometer o crime e ocultar o cadáver.
“Numa das visitas do pai, Gabriel, junto com comparsas, matou a vítima e enterrou o corpo numa cisterna ao lado da casa”, relatou Gerson Oliveira.
As equipes da DEHS encontraram dificuldades para localizar os restos mortais devido à grande quantidade de entulho acumulada sobre a cisterna. O Corpo de Bombeiros foi acionado para auxiliar nas escavações.

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“Tivemos dificuldades para encontrar o corpo porque o local estava cheio de entulhos. A vítima foi envolvida em uma rede, colocada de cabeça para baixo no buraco e depois colocaram pedras em cima para que o corpo não flutuasse”, detalhou o delegado.
O desaparecimento do policial aposentado nunca havia sido totalmente esclarecido, mas relatos de moradores começaram a levantar suspeitas contra Gabriel. Conforme a investigação, a madrasta do suspeito ouviu de populares que ele havia confessado o assassinato durante crises relacionadas ao uso de drogas.

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Após localizar Gabriel vivendo em situação de rua na região da Ponta Negra, zona oeste de Manaus, ela o pressionou a procurar a polícia. O suspeito foi levado à DEHS, onde confessou o crime e indicou o local onde o corpo estava enterrado.
Gabriel Maciel foi preso e deverá responder por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. A Polícia Civil segue investigando a participação dos comparsas citados pelo suspeito e tenta localizar as armas da vítima.
O caso causou forte repercussão em Manaus pela brutalidade do crime e pelo fato de o policial aposentado continuar ajudando o filho até o momento do assassinato.

