“Paguei da pior forma”: Atletas rompem silêncio e denunciam 14 anos de abusos cometidos por investigador da PC-AM
Melquisideque Galvão Ferreira, conhecido como “Melqui”, foi preso em Manaus. Relatos de Brenda Larissa e outras vítimas revelam um esquema de manipulação, tortura física e violência sexual que durou mais de uma década.

Edição: Amazon News / IA
A comunidade esportiva do Amazonas está sob choque após as revelações da atleta Brenda Larissa. Em um desabafo contundente publicado em suas redes sociais nesta segunda-feira (5), ela detalhou os “quatorze anos de tortura” vividos sob o domínio do investigador da Polícia Civil (PC-AM), Melquisideque de Lima Galvão Ferreira.
O policial foi preso na última terça-feira (28), em cumprimento a um mandado expedido pela Justiça de São Paulo. Ele é investigado por estupro de vulnerável, importunação sexual, ameaça e invasão de dispositivo informático.
A armadilha da vulnerabilidade
Segundo Brenda, o investigador se aproveitou da situação de extrema pobreza de sua família para ganhar confiança. “Ele viu que vivíamos em uma situação precária, sem casa e às vezes sem o que comer”, relembrou. Melqui prometeu um futuro brilhante no esporte em troca de obediência, mas o apoio material logo se transformou em moeda de troca para a violência.
“Chegou o dia em que ele falou que não era de graça, que eu ia ter que pagar. E eu paguei da pior forma possível”, desabafou a atleta.
Perseguição e silenciamento
A denúncia revela que o controle não terminava com o ato sexual. Brenda relata que, ao tentar se afastar da academia, sofreu represálias sistêmicas. O investigador teria usado sua influência para afastar patrocinadores das atletas e continuava a enviar mensagens de coação, mantendo um cerco psicológico constante.

Foto: Divulgação
O caso ganhou contornos ainda mais dramáticos quando Brenda descobriu que não estava sozinha: sua própria irmã também foi vítima de estupro cometido pelo investigador. “Estou fazendo esse vídeo para encorajar outras meninas. Eu sinto a dor da minha irmã”, afirmou.
Novas vozes rompem o medo
Após a repercussão, a atleta Lívia Barasine também utilizou as redes sociais para expor sua dor. Ela descreveu Melqui como um líder que gozava da total confiança de pais e alunos antes de revelar sua face abusiva. Lívia relatou ter sofrido tortura psicológica e pressão de pessoas ligadas ao investigador para que ficasse em silêncio.

Foto: Divulgação
“Não foi só meu corpo que foi violado, mas minha saúde mental. Tentaram inverter a responsabilidade, colocando a culpa em mim”, declarou Lívia.
O Caso Judicial
As investigações que levaram à prisão de Melqui começaram na 8ª Delegacia de Defesa da Mulher de São Paulo (DDM-SP), após a denúncia de uma ex-aluna de 17 anos. Outras vítimas relataram abusos que teriam começado quando tinham apenas 12 anos de idade.
Além da prisão em Manaus, a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão em Jundiaí (SP). O investigador permanece detido na capital amazonense, à disposição da 2ª Vara de Crimes Praticados contra Crianças e Adolescentes da Comarca de São Paulo.
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