Internado na UTI cardíaca do Hospital Sírio-Libanês, ator enfrentava complicações de pneumonia e problemas cardíacos; deixa legado de mais de 40 anos de carreira
Faleceu neste sábado (21) o ator Juca de Oliveira, aos 91 anos, em São Paulo. Ele estava internado desde o dia 13 de março na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) cardíaca do Hospital Sírio-Libanês, enfrentando complicações decorrentes de pneumonia e problemas cardíacos. A morte ocorreu três dias após seu aniversário, encerrando uma trajetória histórica no teatro e na televisão brasileira.
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Nascido em São Roque, interior de São Paulo, Juca deixa uma filha, Isabela, fruto do relacionamento com Maria Luisa Escorel. Com mais de quatro décadas de carreira, o ator se tornou referência na teledramaturgia e no teatro, criando personagens memoráveis e conquistando o público de várias gerações.
Entre seus papéis mais marcantes estão o médico geneticista Doutor Albieri em O Clone, de Gloria Perez, e João Gibão, o homem alado de Saramandaia, que sobrevoava a cidade fictícia de Sucupira. Atuou ainda em grandes produções da TV Globo, como Torre de Babel e Avenida Brasil, e se despediu das novelas em O Outro Lado do Paraíso (2018).
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Juca iniciou sua carreira na TV Tupi, estreando na primeira novela da emissora, Quando o Amor é Mais Forte (1964), e posteriormente dirigiu as novelas Irmãos Corsos e Alô, Doçura. No teatro, integrou a geração de grandes nomes como Gianfrancesco Guarnieri, Augusto Boal, Paulo José e Flávio Império, sendo reconhecido em peças como A Morte do Caixeiro Viajante, na qual recebeu seu primeiro prêmio como coadjuvante.
A contribuição de Juca de Oliveira para a cultura brasileira é considerada imensurável, deixando um legado de dedicação, talento e paixão pelas artes cênicas.

