Cinco adultos foram presos e quatro adolescentes apreendidos em operação das polícias Civil e Militar; motivação ainda é investigada
Envira (AM) – A adolescente Raylana Barbosa, de 16 anos, foi assassinada a tiros na noite de domingo (8) no município de Envira, no interior do Amazonas. Em uma ação rápida das forças de segurança, cinco adultos foram presos e quatro adolescentes apreendidos, suspeitos de participação no crime.

Foto: Divulgação
As detenções ocorreram menos de 12 horas após o homicídio, durante uma operação integrada das polícias Civil e Militar. Os detalhes da ação foram apresentados em coletiva de imprensa nesta terça-feira (10).
De acordo com as investigações iniciais, a jovem foi atraída até o local onde acabou sendo executada com um tiro nas costas. A polícia apura que adolescentes envolvidos no caso teriam monitorado a rotina da vítima e repassado informações que facilitaram a ação criminosa.
Segundo o coronel Thiago Balbi, entre os presos estão o homem apontado como autor dos disparos, o suposto mandante do crime e outro suspeito de ajudar a esconder o atirador e a arma utilizada no homicídio.
Durante as diligências, os policiais localizaram a arma usada no crime, que foi apresentada na delegacia e permanece sob custódia da Polícia Civil.
O diretor do Departamento de Polícia do Interior (DPI), delegado Paulo Mavignier, destacou que o caso exige cautela por envolver adolescentes. Segundo ele, o inquérito segue em andamento e algumas informações estão sendo preservadas para não comprometer as investigações.
Informações preliminares indicam que o crime pode estar relacionado ao fato de a adolescente ter denunciado colegas da escola por suposto uso de drogas, o que teria gerado ameaças. A motivação, no entanto, ainda não foi confirmada oficialmente pela polícia.
A morte da jovem causou forte comoção entre moradores de Envira. O corpo está sendo velado na residência da família, onde parentes e amigos prestam as últimas homenagens.
A Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar informou que acompanha o caso por meio do Núcleo de Inteligência em Segurança Escolar (NISE). O inquérito policial continua em andamento para esclarecer a motivação e definir a participação de cada suspeito no crime.

