Levantamento mostra 22 mil partos normais e 20 mil cesarianas no Amazonas

0 0

Dados apontam que o número de partos vaginais supera o de cesarianas no estado, enquanto no Brasil cirurgias ainda predominam

O estado do Amazonas registrou, em 2025, mais partos vaginais do que cesarianas, segundo levantamento da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Foram contabilizados 22.112 partos normais e 20.132 cesarianas ao longo do ano.

Foto: Divulgação

No cenário nacional, porém, o número de cirurgias continua predominante. Em todo o país, foram registrados 960.755 partos cesarianos e 606.949 partos vaginais de nascidos vivos. As cesáreas representam cerca de 58,2% a mais do que os partos normais.

Apesar do resultado positivo no estado, especialistas destacam que os índices ainda estão acima do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que considera adequadas taxas de cesarianas entre 10% e 15% do total de partos.

Foto: Divulgação

De acordo com especialistas, os números elevados de cesarianas são resultado de fatores estruturais e culturais presentes no sistema de saúde.

A pesquisadora Aline Albuquerque, pós-doutora em Direitos Humanos e Direito à Saúde com atuação em instituições internacionais, afirma que a decisão sobre o tipo de parto envolve princípios de bioética e deve ser baseada em informação qualificada.

Foto: Divulgação

“Quando falamos em escolha do parto, estamos falando de bioética. A gestante tem direito à informação clara e baseada em evidências para decidir junto à equipe médica. Autonomia não significa decisão isolada, mas sim uma escolha compartilhada, que considere riscos, benefícios e a segurança do bebê”, explica.

Segundo a especialista, o principal desafio é garantir que a decisão ocorra de forma consciente e segura. “O objetivo sempre deve ser o melhor para mãe e bebê, evitando intervenções desnecessárias — lembrando que a cesariana é uma cirurgia e, como toda cirurgia, envolve riscos”, destaca.

Ela também ressalta a importância de assegurar que todas as mulheres tenham acesso às mesmas informações e a atendimento seguro, tanto no sistema público quanto na rede privada.

DIVULGUE

SAIBA MAIS

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *