Os abusos foram revelados quando a menina fez um desenho na escola; o padrasto foi preso
Após a prisão de uma mulher, de 37 anos, pelo crime de estupro de vulnerável por omissão imprópria contra a própria filha, de 8 anos, a polícia revelou que ela teria tentado encobrir os abusos para impedir que o marido, padrasto da criança, encerrasse o relacionamento. A prisão ocorreu no bairro Cidade Nova, na zona norte de Manaus. O padrasto já havia sido preso suspeito de cometer os abusos que foram revelados pela vítima por meio de um desenho feito na escola.

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Segundo a delegada Mayara Magna, titular da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), a mãe não reagiu à prisão e durante depoimento decidiu permanecer em silêncio na delegacia.
Ainda conforma a polícia, os abusos começaram há cerca de 5 e 6 meses, após a menina deixar de morar com os avós e ir para a casa da mãe com o padrasto. A mulher ainda tem outros dois filhos, sendo que um é com o suspeito dos abusos.
A vítima relatou que os abusos eram praticados na sala da casa quando a mãe dela saia de casa. Os outros irmãos não percebiam o crime e o padrasto fazia ameaças para que a vítima não contasse a ninguém.
A delegada também informou que ao descobrir que estava sendo investigado, o homem ainda tentou fugir e até chegou a comprar uma passagem para uma viagem de barco, mas foi preso antes de conseguir viajar.
As investigações chegaram até troca de mensagens da mulher com o companheiro onde ela confirmava que o padrasto teria “tocado” na menina, mas não queria que ele fugisse e que continuasse “cuidando” delas.

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Além disso, segundo a polícia, a mãe ainda tentou manipular as investigações para encobrir os abusos com medo de que o homem encerrasse o relacionamento com ela.
O caso começou a vir à tona há cerca de um mês, quando a criança, em uma atividade escolar, utilizou o desenho como forma de pedido de socorro. Nas ilustrações, a menina indicou de forma lúdica, porém clara, que era vítima de violência sexual por parte do padrasto.
Imediatamente, a escola acionou os órgãos de proteção, o que resultou na prisão do companheiro da mulher em dezembro de 2025. Desde então, a Depca passou a investigar o grau de ciência e participação da mãe no cotidiano de abusos dentro da residência até realizar a prisão dela.
A menina abusada agora está morando com o pai biológico, segundo informações da polícia. A mãe foi encaminhada a audiência de custódia nesta terça-feira (6) e deve permanecer a disposição da Justiça.

