UBS Fluvial leva atendimento de saúde a 14 comunidades do Amazonas

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Ação iniciada tem duração de 12 dias e leva assistência médica a populações em locais de difícil acesso

Manaus – Uma Unidade Básica de Saúde (UBS) Fluvial deve percorrer 14 comunidades ribeirinhas do Amazonas, em uma ação iniciada nesta terça-feira (12) e que segue durante 12 dias levando atendimento de saúde a quem vive distante dos centros urbanos.

Foto: Divulgação

A programação conta com o apoio de médicas residentes do curso de Medicina de Família e Comunidade da Afya Faculdade de Ciências Médicas de Manacapuru. Durante o período, as residentes prestam atendimentos clínicos, orientações de saúde e ações de prevenção, acompanhando de perto as demandas das comunidades ao longo do trajeto.

“Essa experiência proporciona um aprendizado que vai além da sala de aula. Ao participar dos atendimentos em comunidades ribeirinhas, as residentes têm a oportunidade de compreender de perto os desafios do acesso à saúde na região amazônica e desenvolver um olhar mais sensível e resolutivo para o cuidado com a população”, destaca a diretora da Instituição, Karen Ribeiro.

A atuação em unidades fluviais é estratégica para a formação voltada à Atenção Primária. “Levar os residentes para esse cenário é fundamental para que compreendam a dinâmica da saúde em territórios ribeirinhos. Além de ampliar o acesso da população ao atendimento médico, essa vivência fortalece competências essenciais da Medicina de Família, como o cuidado integral, a escuta qualificada e a adaptação das condutas à realidade local”, explica o coordenador dos programas de Residência da instituição, o médico Israel Reis.

Para a médica residente Amanda Canto, que participa pela primeira vez da expedição, a experiência representa uma oportunidade de colocar em prática os princípios da Medicina de Família e Comunidade.

“Escolhi essa área porque ela me permite acompanhar o paciente de forma integral, considerando não apenas a doença, mas também o contexto de vida da pessoa, da sua família e da comunidade em que está inserida. A Residência nos apresentou essa ação como uma chance de ampliar o acesso à saúde em comunidades ribeirinhas e, ao mesmo tempo, vivenciar realidades diferentes”, afirmou.

De acordo com Amanda Canto, as expectativas para os atendimentos são positivas. “Espero que possamos contribuir oferecendo atendimento de qualidade, escutando as necessidades da população e ajudando na prevenção e no tratamento de problemas de saúde”, disse.

A residente Danny Coutinho de Figueiredo também vê a iniciativa como um momento importante de aprendizado e de contribuição social. “Escolhi a Medicina de Família, porque acredito que olhar o paciente como um todo, para além da doença, faz toda a diferença no seu plano terapêutico. Minha expectativa é conseguir levar um atendimento resolutivo e humanizado, adaptado às necessidades específicas de cada comunidade. Essa experiência fortalece o papel da prevenção e do acolhimento, especialmente em locais onde o cuidado especializado é menos acessível”, acrescenta.

Ela ressalta que a prática em territórios ribeirinhos exige também sensibilidade cultural e capacidade de adaptação. “O raciocínio clínico e a competência cultural fazem muita diferença. Sem o suporte imediato de grandes centros, o exame físico e a escuta tornam-se nossas ferramentas mais importantes. Além disso, precisamos entender os determinantes sociais locais, como o ciclo do rio, a alimentação e as formas de trabalho da comunidade, para que as orientações de saúde façam sentido com o dia a dia das pessoas”, frisa.

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