Turismo em alta impulsiona economia e movimenta Manaus

0 0

A cidade, que sempre foi porta de entrada da Amazônia, começa a redescobrir o valor do próprio quintal e a economia responde rápido.

A capital amazonense vive um novo momento. A capital voltou a aparecer nas listas de destinos mais procurados do Norte e já sente os efeitos disso nas ruas, nos hotéis e até nas feiras de artesanato. A cidade, que sempre foi porta de entrada da Amazônia, começa a redescobrir o valor do próprio quintal e a economia responde rápido.

Foto: Divulgação

No Centro Histórico, o movimento aumenta a cada semana. O Teatro Amazonas, orgulho dos manauaras, voltou a receber filas de visitantes. É fácil entender o motivo: entre o colorido da cúpula e a história contada nos corredores, o espaço continua a resumir o espírito da cidade. A poucos metros dali, a Igreja de São Sebastião e o Mercado Adolpho Lisboa completam o roteiro de quem quer sentir Manaus com calma, observando a mistura entre tradição e cotidiano.

Floresta, rio e cidade no mesmo roteiro

Os passeios de barco seguem firmes no topo das preferências. O Encontro das Águas, quando Negro e Solimões correm lado a lado sem se misturar e que ainda arranca suspiros de quem vê pela primeira vez. No fim da tarde, a orla da Ponta Negra fica tomada por moradores e turistas. É o momento em que o sol baixa sobre o rio e parece pausar o tempo por alguns minutos.

Para quem prefere contato direto com a natureza, o Museu da Amazônia, o MUSA, oferece uma boa amostra da floresta dentro da cidade. Trilha, borboletário, torre de observação, tudo pensado para lembrar que a selva começa ali mesmo, sem necessidade de longas viagens. E para os mais aventureiros, as hospedagens de selva nos arredores garantem silêncio, céu estrelado e histórias que se contam sozinhas.

Gastronomia e economia local em movimento

Entre uma atração e outra, a parada obrigatória é sempre a mesa. A comida amazonense mantém o protagonismo e vem ganhando novos ares. O tambaqui e o pirarucu seguem clássicos, mas agora dividem espaço com versões contemporâneas criadas por chefs locais. Restaurantes de bairros como Adrianópolis e Vieiralves lotam às sextas-feiras. É o turismo a acontecer na prática, estimulando empregos e renda em cadeia.

O clima é otimista também entre empreendedores. Lojistas, taxistas, guias e donos de pousadas notam o retorno do público e enxergam uma chance de recuperação depois de tempos difíceis. A cidade volta a ter aquele burburinho de capital turística, com sotaques diferentes misturados nas calçadas do centro.

Um turismo conectado e em transformação

Se há alguns anos a viagem começava apenas no aeroporto, hoje tudo começa na tela do celular. Vídeos, plataformas de reserva e experiências digitais criaram um novo tipo de turista, mais informado e curioso. Esse comportamento acompanha o avanço global do lazer online, que vai desde o streaming até os jogos de cassino online. O paralelo ajuda a entender como o entretenimento se espalha por formatos distintos, sem eliminar o desejo pelo real. A diferença é que, em Manaus, a experiência ainda tem cheiro de chuva e som de rio, algo impossível de reproduzir num ecrã.

Desafio: crescer preservando

Com o aumento do fluxo de visitantes, também cresce a responsabilidade de manter a floresta e as comunidades protegidas. Guias credenciados e agências locais defendem que o turismo precisa ser sustentável, com limites claros para não desgastar o ambiente. É o equilíbrio entre mostrar e conservar que vai garantir o futuro da atividade.

Projetos de turismo de base comunitária já funcionam em áreas ribeirinhas, onde o visitante aprende sobre a cultura local e contribui diretamente com famílias que vivem da pesca e do artesanato. A ideia é simples: gerar renda sem destruir o que torna a Amazônia única.

Olhar para o futuro

Com novos voos, eventos culturais e interesse crescente de visitantes estrangeiros, o cenário é animador. Especialistas apontam que o turismo é hoje um dos principais motores da economia amazonense. Cada visitante movimenta transporte, alimentação e hospedagem, um efeito dominó que chega até pequenos produtores e artistas locais.

O que se vê, no fundo, é uma cidade a reencontrar o próprio ritmo. Manaus continua a ser esse ponto de encontro entre passado e futuro, floresta e concreto. Quem chega, percebe rápido: há uma energia que vem do rio, uma mistura de sons e cores que não cabe em fotografia. O turismo ajuda a contar essa história. E, mais do que isso, faz a cidade pulsar de novo.

DIVULGUE

SAIBA MAIS

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *