O incêndio que devastou um complexo residencial na quarta-feira (26) foi controlado nesta sexta-feria (28)
Hong Kong – O incêndio que devastou um complexo residencial na quarta-feira (26) resultou na morte de 128 pessoas e deixou 79 feridas, além de cerca de 200 desaparecidas, que incluem vítimas fatais ainda não identificadas. A informação foi confirmada nesta sexta-feira (28) pelo chefe de segurança da cidade, Chris Tang, no que é considerado o pior incêndio a atingir Hong Kong em décadas.

Foto: Divulgação
O fogo, que atingiu oito edifícios, foi finalmente extinto nesta sexta-feira. Três homens foram presos, suspeitos de “negligência grave”, após a descoberta de materiais inflamáveis deixados no local durante uma obra de renovação.
A extensão da tragédia foi agravada por falhas cruciais na segurança do complexo. O chefe do Corpo de Bombeiros de Hong Kong, Andy Yeung, revelou a repórteres que o sistema de alarme das torres estava com defeito.
“Constatamos que os sistemas de alarme em todos os oito prédios não estavam funcionando corretamente”, explicou Yeung, após uma equipe de especialistas ser enviada ao local mediante inúmeras denúncias de moradores.
O fogo, que se propagou rapidamente, também levantou suspeitas sobre o papel dos materiais de construção utilizados. As investigações apuram se os andaimes de bambu e as redes sintéticas que cercavam os edifícios, em reforma, podem ter atuado como propagadores das chamas, tornando este o pior incêndio em território chinês em quase oitenta anos.
Em resposta à crise, o segundo funcionário mais importante do governo, Eric Chan, declarou ser “imperativo acelerar a transição completa para andaimes metálicos”.
Pelo menos 79 pessoas ficaram feridas, entre elas onze bombeiros. Na tarde de quinta-feira, os serviços de emergência conseguiram controlar o fogo em sete dos oito prédios de apartamentos, sendo que apenas um escapou ileso das chamas.
O incêndio ocorreu durante um grande projeto de renovação no complexo, identificado como Palácio Wang Fuk, em Tai Po. Devido à “imensa indignação pública”, a Comissão Independente de Combate à Corrupção de Hong Kong (ICAC) anunciou a criação de um grupo de trabalho. O objetivo é realizar uma investigação minuciosa sobre “possíveis atos de corrupção” relacionados ao projeto de renovação.
O presidente chinês, Xi Jinping, e o Papa Leão XIV expressaram suas condolências às vítimas, oferecendo “solidariedade espiritual com todos os que estão sofrendo”.

