Atrasos salariais, superlotação hospitalar e denúncias de falhas no atendimento a gestantes ampliam críticas ao governo estadual
O início de 2026 tem sido marcado por uma série de denúncias e reclamações que escancaram o agravamento da crise na saúde pública do Amazonas, sob a gestão do governador Wilson Lima. Relatos de atrasos no pagamento de funcionários, filas quilométricas em hospitais de Manaus e atendimento considerado precário em maternidades da rede estadual têm gerado indignação entre usuários do sistema e profissionais da área.

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Servidores e trabalhadores terceirizados ligados à saúde afirmam enfrentar dificuldades financeiras devido à falta de regularidade nos salários, o que, segundo eles, compromete não apenas a subsistência das famílias, mas também o funcionamento das unidades hospitalares. A instabilidade afeta desde serviços básicos até setores essenciais, como emergência e internação.
Nos principais hospitais da capital, a realidade enfrentada pela população é de longas esperas por atendimento, escassez de profissionais e sobrecarga das equipes médicas. Pacientes relatam horas — e em alguns casos dias — aguardando consultas, exames ou internações, em um cenário de superlotação que se repete em diferentes zonas da cidade.

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A situação é ainda mais sensível nas maternidades estaduais. Mulheres grávidas denunciam atendimentos inadequados, falta de estrutura e demora no acolhimento, o que levanta preocupações sobre a segurança de gestantes e recém-nascidos. Entidades da sociedade civil e familiares cobram providências imediatas diante do risco à saúde materno-infantil.
Especialistas avaliam que os problemas refletem falhas na gestão, planejamento e execução das políticas públicas de saúde. Para críticos do governo, a crise atual evidencia a incapacidade do Executivo estadual em garantir um serviço digno à população, mesmo após anos de promessas de reestruturação do sistema.
Enquanto o governo do Amazonas ainda não apresenta respostas concretas ou um plano efetivo para enfrentar os problemas, a população segue arcando com as consequências de um sistema em colapso, reforçando o debate sobre a responsabilidade da gestão estadual e a urgência de mudanças estruturais na saúde pública do Estado.

